Otimização da entrevista médica

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Otimização da entrevista médica

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Title: Otimização da entrevista médica
Author: Heinisch, Liana Miriam Miranda
Abstract: A entrevista médica é um momento da relação médico-paciente em que a conversação é o instrumento utilizado para obter e registrar dados sobre o paciente. O diálogo que se estabelece tem objetivo e finalidade preestabelecidos, isto é, a reconstituição dos fatos e acontecimentos direta ou indiretamente relacionados com uma situação anormal na vida do paciente. A entrevista médica pode ser conduzida de várias maneiras: deixando-se o paciente relatar livre e espontaneamente suas queixas sem qualquer interferência do entrevistador, que se limita a ouvi-lo. Outra maneira é o que se pode denominar anamnese dirigida. Após análise e ponderação de todos os achados clínicos (sinais e sintomas), o médico estabelece as prováveis hipóteses diagnósticas. O processo é bastante complexo e os erros no diagnóstico podem ser devidos à conduta imperfeita no procedimento. O número de fatos que podem ser recolhidos numa história detalhada é praticamente incontável. Assim, toda questão que o médico pergunta deve ser cuidadosamente selecionada para eliminar alguns possíveis diagnósticos e para orientar a investigação da maneira mais objetiva possível. Diante do acima exposto, considerando-se a necessidade de estudos na área; torna-se premente a intenção de realizar um estudo com o objetivo de testar o modelo de entrevista médica. Para isto, foi testado um novo modelo de entrevista médica para a situação clínica: pacientes com dor torácica. Pacientes atendidos no Hospital Universitário da UFSC, com dor torácica, foram convidados a participar do estudo. Após o consentimento livre e esclarecido foi efetuada gravação com áudio da entrevista médica. Os dados registrados foram a queixa principal e a história da doença atual. A avaliação do modelo foi feita pela pesquisadora, sob o enfoque da análise da conversação, através de formulário padronizado. Foram selecionados para o estudo 30 pacientes; a média do tempo de entrevista foi de 41 minutos (17 a 63 minutos). Foram registrados 190 marcadores conversacionais, 25 marcas de atenção e 46,7% de comunicação não-verbal. Os recursos não-verbais utilizados pelos pacientes foram cinésica (n=183), paralinguagem (n=77); silêncio (n=20), proxêmica (n=4) e tacêsica (n=3). As mulheres utilizaram mais a paralinguagem do que os homens entrevistados. A média de ocorrência de cinésica foi maior nos pacientes entrevistados no ambulatório. Foi demonstrado que os princípios de análise da conversação têm aplicabilidade em entrevista médica; e podem otimizar a entrevista médica, aperfeiçoando a habilidade da comunicação na interação médico-paciente.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/85429
Date: 2003


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