Abstract:
|
A sociedade contemporânea é marcada por estruturas de comunicação e informação profundamente influenciada pelos novos sistemas tecnológicos e estes permeiam o fazer e o agir social das pessoas cria novos consensos e estabelecer novas verdades e novas formas de sociabilidade, por isso acaba exercendo um crescente controle das formas de agir e de pensar das pessoas e das organizações e provoca uma nova formatação do poder tanto em escala local, regional e global. Esta nova formatação se da principalmente pela grande interatividade entre redes de informação, comunicação via satélite, internet e tv, tornando a aldeia global totalmente interconectada. Além do aspecto comercial a ser considerado, esta nova conjuntura evidencia a existência de uma parceria entre a industria das novas tecnologias, estados e grandes grupos de poder econômico que tem grande interesse em unificar mensagens que são veiculadas pelas diferentes formas de mídia. Buscando com isso, modelar as consciências e exercer um controle social sobre os indivíduos. Trata-se de uma articulação ideológica em escala global com o objetivo de promover os valores e o modo de vida capitalista. Esta nova configuração de tecnologias de mídia, informação e conhecimento, pode ser chamado de príncipe eletrônico , pois se em Maquiavel o príncipe representa o grande líder político e militar e se em Gramsci o príncipe moderno é próprio partido político que funciona como grande articulador das massas em vista da construção de uma nova hegemonia, atualmente as novas tecnologias de mídia se apresentam como um intelectual coletivo e orgânico um príncipe eletrônico .Este estudo analisa a influencia desta nova configuração do príncipe sobre as esferas, políticas, social e econômica as conseqüências desta influencia na vida das pessoas e nas relações sociais. Os resultados alcançados neste estudo, mostram que o poder e a força das novas tecnologias de mídia condicionam mudanças, criam e destroem valores e atuam como um poderoso instrumento político e econômico e por isso faz-se necessário uma atitude critica e mesmo uma mobilização da sociedade organizada no sentido de resgatar a função democrática da mídia de oferecer informação, reflexão e entretenimento com transparência e imparcialidade. |