Abstract:
|
O novo padrão agrário difundido no Brasil a partir de meados da década de sessenta, teve como protagonista as corporações capitalistas e as cooperativas empresariais que se desenvolveram com amplo apoio político e financeiro do Estado. O desenvolvimento agrícola embora parcial, promoveu o crescimento da urbanização e das exportações; modernizou a agropecuária, via difusão do Complexo Agroindustrial - CAI. A implantação deste novo conjunto de atividades conexas foi possível pela integração de capitais e técnicas financiadas pelo Sistema Nacional de Crédito Rural (1965) que contou com a presença do Estado como regulador e financiador. Em meio a esta gama de mudanças a cooperativa foi constituída como integradora do produtor rural a este novo processo produtivo. Para avaliar empiricamente a ação do cooperativismo empresarial na (re)organização do espaço agrário e a concepção do associado do sistema, elegeu-se o município de Santa Rosa (RS), onde foi instalada a COTRIROSA. Além do trabalho de gabinete, efetou-se a pesquisa de campo. Na história de vida dos sujeitos sociais (colonos) constatou-se que a cooperativa configura-se como instrumento de mudança sócio-espacial. O corpo social dos associados é heterogêneo, por isso os interesses no sistema são adversos. |