Razões de adoção de estratégias agroecológicas por famílias do assentamento Itapuí, Nova Santa Rita/RS

Repositório institucional da UFSC

A- A A+

Razões de adoção de estratégias agroecológicas por famílias do assentamento Itapuí, Nova Santa Rita/RS

Mostrar registro completo

Título: Razões de adoção de estratégias agroecológicas por famílias do assentamento Itapuí, Nova Santa Rita/RS
Autor: Miranda, Fernanda de Queiroz
Resumo: As escolhas que as famílias fazem ao longo das suas histórias estão baseadas em relações e acontecimentos diversos, de natureza social, cultural, política e ambiental. Essas determinam as relações que as famílias estabelecem com as pessoas e com o ambiente onde vivem e estão permeadas de razões práticas e lógicas simbólicas. Esta pesquisa buscou analisar, a partir da caracterização da trajetória de vida de quatro famílias assentadas pela Reforma Agrária no Assentamento Itapuí, município de Nova Santa Rita, estado do Rio Grande do Sul, as motivações que orientam essas famílias em suas escolhas com relação à adoção de estilos de agricultura de base ecológica, ou de diferentes estratégias produtivas. Essas famílias são produtoras de hortaliças ecológicas há aproximadamente doze anos e têm histórias de vida diferentes, porém com pontos chave em comum. A pesquisa realizada teve um caráter qualitativo e foi fundamentada em três ferramentas metodológicas para coleta de dados primários: observação participante, entrevistas estruturadas e semi-estruturadas. Sendo a ferramenta central para coleta dos dados as entrevistas semi-estruturadas, onde se buscou captar uma série de dados objetivos e subjetivos de relações sociais, econômicas, culturais e ambientais junto às famílias pesquisadas. Buscou-se caracterizar a região e, principalmente, o assentamento onde vivem e trabalham as quatro famílias. Pode-se destacar a formação do grupo coletivo de produção do qual faziam parte as quatro famílias no início do assentamento, e a partir de onde começaram a estabelecer relações de vizinhança, e parcerias na produção e comercialização. A caracterização da história de cada família, e suas relações com o meio rural, foi feita desde a época que precedeu o acampamento até a descrição da unidade de produção das quatro famílias hoje. As relações sociais, culturais, econômicas, políticas e com o ambiente natural, estabelecidas ao longo das trajetórias acabaram por determinar a forma de relação com o ambiente e influenciam nas tomadas decisões com relação às estratégias produtivas adotadas na produção de hortaliças. Por diferentes motivos essas famílias buscaram sua reprodução social através da adoção da agroecologia. As diferenças e semelhanças observadas nas trajetórias das famílias permitiram descrever, de forma qualitativa, a evolução dos manejos adotados na produção e analisar os principais razões de ordem prática e simbólica que interferem na adoção de determinado sistema de produção. A caracterização da trajetória de vida e dos diferentes manejos adotados por essas famílias, mostra uma realidade do meio rural vinculada a um processo organizado de Reforma Agrária e da busca da reprodução social através da agroecologia. Acredita-se, enfim, que essas famílias a partir das escolhas que fazem com relação às suas estratégias produtivas, sejam agentes sociais capazes de realizar projetos e desenvolver ações que promovam um processo local de desenvolvimento com base na agroecologia.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas, Florianópolis, 2010
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/94473
Data: 2012-10-25


Arquivos deste item

Arquivos Tamanho Formato Visualização
290249.pdf 3.460Mb PDF Thumbnail

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(s)

Mostrar registro completo

Buscar DSpace


Busca avançada

Navegar

Minha conta

Estatística

Compartilhar