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Abstract:
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Contexto: A psicoterapia familiar fundamentada em perspectivas fenomenológico-existenciais e existencialistas apresenta diferentes formulações teóricas e clínicas, ainda pouco sistematizadas na literatura.
Objetivo: Mapear e analisar a produção científica sobre psicoterapia familiar nessas perspectivas.
Método: Foi realizada uma revisão de escopo conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute (JBI) e do PRISMA-ScR. As buscas foram conduzidas em 11 bases de dados, e os estudos incluídos foram analisados por caracterização descritiva e análise de conteúdo.
Resultados: Dos 819 registros identificados, 25 estudos compuseram a revisão. A produção mostrou-se geográfica, temporal e autoralmente concentrada, com predominância de estudos dos Estados Unidos, relatos clínicos e apenas um estudo empírico. Poucos estudos apresentaram definição explícita de família, embora as relações familiares ocupassem posição central na compreensão das demandas e do processo terapêutico. Não foi identificada definição única de psicoterapia familiar nem protocolo comum de intervenção; as práticas foram heterogêneas. A maior convergência ocorreu nos fundamentos teórico-clínicos, destacando-se significado, consciência, liberdade, responsabilidade, encontro, autenticidade e escolha.
Conclusão: O campo é plural e pouco consolidado, demandando maior diversificação teórica, geográfica e metodológica e maior explicitação entre fundamentos filosóficos, compreensão da família e decisões clínicas. |