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Abstract:
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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é majoritariamente associado a atrasos no
desenvolvimento da comunicação e da linguagem, porém já se sabe que os prejuízos
vão além disso, atingindo os domínios socioafetivos, cognitivos e motor. Os déficits
podem ser minimizados através de intervenções, especialmente em janelas de maior
neuroplasticidade, como a primeira infância. Contudo, ainda não há um consenso
sobre as melhores práticas baseadas em evidência na área. Neste sentido, o presente
estudo teve como objetivo analisar o efeito de intervenções motoras no
desenvolvimento motor de crianças com TEA na primeira infância. Trata-se de uma
revisão sistemática conduzida entre fevereiro e junho de 2025. Seguindo as
recomendações do método PRISMA, essa revisão incluiu artigos que avaliaram os
efeitos de intervenções motoras no desenvolvimento motor de crianças com TEA de
0 a 72 meses. Foram utilizadas as bases de dados Cochrane Library, ERIC, PUBMed,
SCIElo, SPORTDiscus e Web Of Science, usando a estratégia de busca: ("motor
intervention*" OR "motor therap*" OR "motor activit*" OR "motor skill*" OR "motor
development" OR "movement intervention*" OR "movement therap*" OR
"psychomotor intervention*" OR "psychomotor performance" OR "psychomotor
activit*" OR "psychomotor function") AND ("early childhood" OR "preschool*" OR
"toddler*" OR "young children*" OR "early age" OR "early infantile*" OR "pediatr*" OR
"paediat*") AND ("autism" OR "autistic" OR "ASD" OR "asperger" OR "pervasive
developmental disorder" OR "multiple complex developmental disorder"). Foram
extraídos dados bibliométricos, de caracterização dos estudos e das intervenções, os
quais foram armazenados em planilha do Excel e os principais resultados analisados
comparando fatores como agrupamento, frequência, tempo, duração, ambiente e
outros. Extraiu-se também a classificação das revistas incluídas no ranking
internacional. As buscas resultaram em 629 estudos, após exclusão das duplicatas
restaram 500 que foram encaminhados para triagem por dois pesquisadores
independentes através da leitura de título e resumo, dos quais 34 foram lidos na
íntegra para seleção, incluindo 8 artigos nesta revisão. A amostra (n=199) incluída
apresentou média de idade de 49 meses e as intervenções variaram de 6 a 18
semanas, com frequência de 1 a 5 vezes por semana e tempos de 30 a 240 minutos.
A maioria dos protocolos apresentou efeitos benéficos nos aspectos do
desenvolvimento motor. Contudo intervenções com maior frequência semanal, em
ambientes mais estimulantes, com ênfase na atividade motora, em grupos, com
brincadeiras variadas e combinadas a outras terapias se mostraram mais efetivas.
Dos 8 estudos incluídos, cinco são publicados em revistas classificadas como Q1, dois
em como Q2 e um em não classificada no ranking, indicando alta qualidade de
publicação para a maior parte das publicações analisadas. |