| Title: | Tarja Branca - A Revolução que Faltava: um olhar sobre a medicalização da infância a partir da análise do documentário |
| Author: | Canal, Gabriella Marcante |
| Abstract: |
O presente Trabalho de Conclusão de Curso analisa o processo de medicalização da infância sob uma perspectiva crítica, utilizando como objeto de estudo o documentário "Tarja Branca: A Revolução que Faltava". O objetivo geral consiste em compreender de que modo a problemática da medicalização incide sobre a vida da criança e avaliar propostas desmedicalizantes como estratégias educativas fundamentais. A metodologia adotada é de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, organizada em duas etapas. A primeira etapa compreende um levantamento bibliográfico na base de dados SciELO, focado em publicações recentes (2022-2024) sobre a relação entre medicalização e escola. A segunda etapa constitui um estudo de caso fundamentado na análise do documentário mencionado. Os resultados indicam que a medicalização atua como um mecanismo de silenciamento e exclusão, convertendo questões de ordem política, social e pedagógica em diagnósticos biológicos individuais. Fundamentada na teoria histórico-cultural de Vygotsky, a pesquisa reafirma que o desenvolvimento psíquico é produto de mediações sociais e culturais, contrapondo-se à visão organicista hegemônica. A análise do documentário revela o lúdico como uma necessidade biológica primordial e um instrumento de resistência criativa contra a adultização da infância e a patologização do comportamento. Conclui-se que a superação da lógica medicalizante exige oresgate do brincar e o fortalecimento de mediações pedagógicas pautadas no afeto e na escuta sensível, garantindo à criança o direito à sua própria biografia e o reconhecimento como sujeito pleno de direitos. This undergraduate thesis analyzes the medicalization of childhood from a critical perspective, using the documentary "Tarja Branca: A Revolução que Faltava" as a case study. The general objective is to understand how the problem of medicalization affects children's lives and to evaluate demedicalizing proposals as fundamental educational strategies. The methodology adopted is a qualitative approach, of a bibliographic and documentary nature, organized in two stages. The first stage comprises a bibliographic survey in the SciELO database, focusing on recent publications (2022-2024) on the relationship between medicalization and school. The second stage constitutes a case study based on the analysis of the aforementioned documentary. The results indicate that medicalization acts as a mechanism of silencing and exclusion, converting political, social, and pedagogical issues into individual biological diagnoses. Based on Vygotsky's socio-cultural theory, the research reaffirms that psychic development is a product of social and cultural mediations, contrasting with the hegemonic organicist view. The documentary analysis reveals play as a primordial biological need and an instrument of creative resistance against the adultification of childhood and the pathologization of behavior. It concludes that overcoming the medicalizing logic requires reclaiming play and strengthening pedagogical mediations based on affection and sensitive listening, guaranteeing the child the right to their own biography and recognition as a subject with full rights. |
| Description: | TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Pedagogia. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/277047 |
| Date: | 2026-07-01 |
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| TCC - Gabriella Marcante Canal. .docx (1).pdf | 339.7Kb |
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