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Abstract:
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O presente Trabalho de Conclusão de Curso teve como objetivo analisar como as organizações dos espaços e dos tempos na educação infantil pode contribuir para a inclusão de crianças com deficiência. Para tanto, realizou-se um estudo de caso em um grupo do G6 de um Centro de Educação Infantil da rede municipal da Grande Florianópolis, com reorganização de espaços, observação participante, registros escritos, fotográficos e fílmicos. Os dados foram organizados por meio da Técnica de Análise de Conteúdo de Minayo (2009). As análises concentraram-se em três momentos de reorganização espacial: i) a tenda e os livros, ii) o mini sítio no parque, e iii) as estações artísticas. Para cada momento de análise, selecionou-se recortes específicos dos registros de campo, sendo as imagens escolhidas de maneira que promovessem adensamento dos conceitos relatados em cada arranjo, passando por uma seleção minuciosa e detalhada e análise em diálogo com o referencial teórico. As análises apontam que a organização intencional do espaço — quando pensada com zonas circunscritas, materiais acessíveis e flexibilização dos tempos — favorece a autonomia, a participação e o pertencimento de crianças com TEA. Conclui-se que a ação pedagógica não é neutra e que o espaço também educa. A reorganização intencional dos espaços e tempos não é um detalhe secundário, mas uma aposta ética e política na inclusão, que precisa caminhar junto com a flexibilização dos tempos e a formação docente. |