Medicalização da Infância e TDAH: O que dizem as pesquisas publicadas na SciELO

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Title: Medicalização da Infância e TDAH: O que dizem as pesquisas publicadas na SciELO
Author: Silva, Ana Laura Oliveira da
Abstract: Este Trabalho de Conclusão de Curso teve como objetivo analisar o que dizem as pesquisas publicadas na SciELO Brasil sobre a medicalização da infância e sua relação com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica e de natureza qualitativa, realizada por meio de levantamento de artigos publicados na plataforma Scientific Electronic Library Online – SciELO Brasil, utilizando os indexadores “medicalização” e “TDAH”, entre os anos de 2021 a 2026. Os resultados indicam que as produções analisadas problematizam a crescente tendência de interpretar dificuldades de aprendizagem e comportamentos infantis como transtornos individuais, frequentemente associados ao diagnóstico de TDAH. Os estudos destacam que fatores sociais, culturais, históricos e educacionais são, muitas vezes, desconsiderados em favor de explicações biologizantes e individualizantes. Além disso, evidenciam que a medicalização pode contribuir para a patologização da infância, a ampliação de diagnósticos e a estigmatização de crianças que apresentam diferenças em seus processos de aprendizagem e desenvolvimento. Conclui-se que é necessário ampliar as reflexões sobre o tema, considerando a complexidade dos fenômenos envolvidos e promovendo práticas educacionais que valorizem as singularidades infantis, evitando reduções diagnósticas e explicações simplificadas para questões relacionadas à escolarização.This undergraduate thesis aimed to analyze what research published in SciELO Brazil says about the medicalization of childhood and its relationship with Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD). It is characterized as a bibliographic and qualitative research, carried out through a survey of articles published on the Scientific Electronic Library Online – SciELO Brazil platform, using the keywords “medicalization” and “ADHD”, between the years 2021 and 2026. The results indicate that the presented productions problematize a growing tendency to interpret learning difficulties and childhood behaviors as individual disorders, frequently associated with the diagnosis of ADHD. The studies highlight that social, cultural, historical, and educational factors are often disregarded in favor of biologizing and individualizing explanations. Furthermore, they show that medicalization can contribute to the pathologization of childhood, the expansion of diagnoses, and the stigmatization of children who present differences in their learning and development processes. It is concluded that it is necessary to broaden reflections on the topic, considering the complexity of the issues involved and promoting educational practices that value children's unique characteristics, avoiding diagnostic reductions and simplified explanations for issues related to schooling.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Pedagogia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/277040
Date: 2026-07-02


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