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Abstract:
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O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o
fenômeno do álbum de figurinha da Copa do Mundo
Masculina, de 2026, como uma pedagogia cultural que
ensina sobre consumo e relações de gênero, tendo as
crianças como público-alvo relevante. Parte-se do
entendimento de que o álbum de figurinhas não é apenas
um produto destinado ao entretenimento, mas uma
pedagogia cultural capaz de produzir e disseminar
significados de gênero, por meio de práticas de consumo.
Além disso, considera-se que as relações de gênero são
construções sociais e culturais que organizam
comportamentos, práticas e representações, influenciando a
forma como meninas e meninos são inseridos e
reconhecidos no universo esportivos. Nessa perspectiva,
entende-se o futebol como um esporte generificado, apesar
da crescente inserção das mulheres na referida modalidade.
A pesquisa, de abordagem qualitativa, é inspirada nas
análises culturais, por possibilitar a interpretação de
significados referentes ao fenômeno investigado, em diálogo
com referenciais teóricos sobre o tema, por meio de autores
e autoras como Tomaz Tadeu da Silva (2011), Helena
Altmann (1999), Shirley Steinberg (2026), Petermann eFumagalli (2018), Zygmunt Bauman (2008), Joan Scott
(1995), Silvana Goellner (2005). Durante as análises,
constatou-se que embora o futebol feminino tenha
conquistado maior visibilidade nos últimos anos, ele
permanece subsumido à categoria masculina. Assim, tal
qual ocorre no futebol e nos campeonatos mundiais, os
álbuns evidenciam desigualdades na representação,
valorização e reconhecimento das mulheres no esporte,
revelando como as relações de gênero continuam
atravessando esse universo. Apesar da existência dos
álbuns do mundial feminino, conclui-se que esses artefatos
culturais não apenas seguem refletindo tais desigualdades,
mas também atuam, de forma lúdica, na circulação de
discursos que contribuem para sua manutenção. |