|
Author:
|
Costa, Thainá Castro; Padilha, Renata Cardozo; Figueira, Alice Magalhães; Passos, Alma Faustino dos; Tavares, Eduarda de Deus Rebelo; Machado, Ellen Vitória Goes; Araujo, Iasmim Albuquerque; Silva, Juliana Bleides da; Zulian, Leticia Conte; Rigo, Leticia Emanuelle; Oliveira, Letícia Pontes de; Ferreira, Maria Emanuele Pereira; Linhares, Maria Fernanda Marques; Santos, Natasha Lucas Malerba dos; Pereira, Viviane dos Santos
|
|
Abstract:
|
Ruas, Lares e Laços foi uma exposição curricular idealizada e executada pela
turma 24.1 da disciplina de Prática de Exposição do curso de graduação em
Museologia, sendo fruto de um projeto expográfico e educativo desenvolvido nas
disciplinas de Expografia II e Ação Cultural e Educativa em Espaços
Museológicos.
Seu desenvolvimento partiu de reflexões relacionadas à identidade negra, à
música, à cultura, ao território e ao corpo – físico e político –, buscando
proporcionar ao visitante um olhar sobre a cidade de Florianópolis a partir dos
aspectos da música e da corporalidade preta para além da percepção auditiva.
Essa perspectiva procurou enfatizar os movimentos de resistência encontrados
no cenário musical florianopolitano, estes expressos em rodas de samba,
batalhas de rimas, bailes funk e baladas eletrônicas.
Dividida em três núcleos, a exposição reflete sobre os atravessamentos feitos
pela música nos processos de construção e resistência da população preta de
Florianópolis, debatendo o uso social e político das ruas que, no contexto cultural
da capital de Santa Catarina, transformam-se nos verdadeiros palcos e arenas
em disputa.
Acontecendo no Instituto Arco-Íris, espaço que abriga diversos coletivos de
expressão musical e localiza-se no centro-leste de Florianópolis, foi a primeira
exposição do Curso de Museologia a ser executada fora dos espaços tradicionais
da Universidade. Sua abertura ocorreu no dia 09 de maio e, após 1 mês de
ações, teve seu encerramento em 08 de junho de 2024.
Por tratar-se de uma produção acadêmica com fins de divulgação da exposição
produzida, optamos neste catálogo pelo uso de uma linguagem que é aceita no
meio acadêmico, com a utilização de normas específicas. Por outro lado, a
linguagem da exposição em si seguiu uma lógica diferente: o nosso objetivo era
utilizar uma linguagem informal para atingirmos a nossa persona – e outros
públicos também – que utiliza majoritariamente as redes sociais de comunicação
e os serviços de streaming de música. A estrutura dos textos no espaço
expositivo baseou-se na comunicação direta, na hierarquização informacional
parecida com aquela feita nas mídias sociais, blocos de caracteres limitados e a
criação de textos curtos sequenciais a fim de que o público entendesse as
informações primárias e secundárias, sem dificuldade e sem a perda do estímulo.
Exemplos disso foram o uso de letra minúscula no início das frases e em nomes
próprios, e o texto não justificado, alinhado à esquerda. Em conjunto, a linguagem
expositiva da exposição tinha por objetivo criar uma narrativa pautada no
protagonismo negro e na educação antirracista. |