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Abstract:
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a) TÍTULO
Custo de Capital, Volatilidade Financeira e Investimento Produtivo: uma Análise do Setor de Máquinas e Equipamentos no Brasil (2024-2026)
b) RESUMO
Analisa-se a relação entre custo de capital, volatilidade financeira e produção do setor de máquinas e equipamentos no Brasil (fev/2024-fev/2026), via K-means e correlação de Pearson com defasagens de até 4 meses. Identificam-se três regimes distintos; a correlação entre Selic real e produção física torna-se negativa nas maiores defasagens (-0,382 no 4º mês), indicando possível efeito defasado do custo de capital, sem permitir conclusões causais definitivas.
Palavras-chave: custo de capital; Selic; volatilidade financeira.
c) INTRODUÇÃO
O setor de bens de capital é estratégico para a industrialização brasileira, marcada por dependência tecnológica (Furtado, 1959). A literatura (Keynes, 1936; Jorgenson, 1963; Bischoff, 1971; Dixit e Pindyck, 1994; Bernanke et al., 1999) mostra que custo de capital e incerteza afetam o investimento com defasagem; no Brasil, juros e câmbio voláteis penalizam decisões de longo prazo.
Objetivo: analisar a relação entre custo de capital, incerteza financeira e produção do setor, identificando regimes e defasagens relevantes.
d) MATERIAL E MÉTODOS
Base mensal original, com dados reais da ABIMAQ (PIM-PF, NUCI, carteira de pedidos, comércio exterior) e financeiros do BCB (câmbio, Selic, IPCA), derivando Selic real, volatilidade cambial e da Selic. Variáveis padronizadas (z-score). Aplicou-se K-means (k=3) e correlação de Pearson com defasagens de 0 a 4 meses.
e) RESULTADOS E DISCUSSÃO
Três regimes contíguos foram identificados: Cluster 0 (fev-dez/2024), menor produção e Selic real baixa; Cluster 1 (jan-jul/2025), maior produção e maior volatilidade, no aperto monetário; Cluster 2 (ago/2025-fev/2026), Selic real mais alta e menor volatilidade. A correlação PIM-PF x Selic real passa de levemente positiva (r=0,145) a negativa, atingindo -0,382 na 4ª defasagem, compatível com efeito defasado. A volatilidade da Selic correlaciona-se positivamente com o PIM-PF no curto prazo, sugerindo causalidade reversa. Limitações: amostra pequena (n=25) e ausência de variáveis de risco de crédito.
f) CONCLUSÕES
Ocusto de capital parece exercer efeito defasado sobre a produção do setor, mas a amostra reduzida e a possível causalidade reversa impedem conclusões definitivas. Recomenda-se ampliar a série histórica e estimar modelos VAR com choques exógenos, reforçando a importância de financiamento de longo prazo estável.
g) REFERÊNCIAS
BERNANKE, B.; GERTLER, M.; GILCHRIST, S. The financial accelerator. 1999.
BISCHOFF, C. W. et al. Business investment in the 1970s. 1971.
DIXIT, A.; PINDYCK, R. Investment under uncertainty. 1994.
FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. 1959.JORGENSON, D. Capital theory and investment behavior. 1963.KEYNES, J. M. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. 1936.
SANTOS, R. I. et al. Efeitos da taxa Selic nos investimentos. 2025. |