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Abstract:
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A linhaça (Linum usitatissimum L.) é valorizada globalmente por seus benefícios nutricionais e industriais, porém sua expansão comercial no Brasil é limitada pela escassez de genótipos adaptados às condições edafoclimáticas locais e pelo desafio intrínseco de conciliar o aumento de produtividade com a manutenção de atributos nutracêuticos. Este estudo objetivou quantificar a variabilidade genética em um painel de genótipos-elite de linhaça e avaliar a eficácia do índice MGIDI na seleção multivariada, testando a hipótese de que a ponderação de pesos otimiza o balanço de ganhos genéticos. Um experimento com 41 genótipos foi conduzido em Campos Novos-SC, avaliando dez caracteres agronômicos (focados em morfologia e rendimento) e três características nutracêuticas (potencial antioxidante, flavonóides e fenólicos totais). As análises estatísticas envolveram o uso de modelos mistos para a estimação de componentes de variância e herdabilidade, análises de agrupamento multivariado e o cálculo do índice MGIDI (Multi-trait Genotype-Ideotype Distance Index) para seleção multivariada em cenários com e sem ponderação. Verificou-se que existe variabilidade genética significativa para todos os caracteres, com elevada herdabilidade para caracteres como altura de planta e massa de mil grãos. A aplicação do índice MGIDI com pesos direcionados, priorizando a massa de grãos e o potencial antioxidante, mostrou-se altamente eficaz, gerando um diferencial de seleção expressivo de 61,5% para o rendimento de grãos. Por meio dessa abordagem, identificamos linhagens que superam substancialmente a cultivar comercial testemunha (ST PIONEIRA) tanto em produtividade quanto em propriedades bioativas. Nossos resultados fornecem subsídios estratégicos para programas de melhoramento genético, identificando genitores promissores que possibilitam acelerar o desenvolvimento de novas cultivares de linhaça, essenciais para alavancar a sustentabilidade e a competitividade da cultura no cenário nacional. |