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Abstract:
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A pesquisa subsequente busca discutir a celebração do carnaval das escolas de samba do Rio
de Janeiro como um contraponto à violência perpetuada por agentes do Estado que atravessa a cidade. Em um diálogo entre os aportes teóricos de Necropolítica, a partir de Achille Mbembe (2018) e a perspectiva de carnavalesco, tratada por Mikhail Bakhtin (1987), dentro da metodologia da História Cultural e da História do Tempo Presente; a análise foi desenvolvida
com base em dados do Instituto de Segurança Pública/RJ, entre os anos de 2023 e 2025, e na alegoria "Em cada porto, nosso ninho", apresentada pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela no desfile de 2024, buscando compreender o carnaval como um espaço de crítica,
resistência e suspensão simbólica do terror vivenciado cotidianamente pela população negra
carioca. |