Fatores psicossociais como preditores de DORT, burnout e presenteísmo em profissionais da enfermagem

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Fatores psicossociais como preditores de DORT, burnout e presenteísmo em profissionais da enfermagem

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Title: Fatores psicossociais como preditores de DORT, burnout e presenteísmo em profissionais da enfermagem
Author: Silva, Alline Thamyres Claudino da
Abstract: Os serviços de saúde possuem uma complexidade inerente a sua atividade laboral devido ao que é esperado pelo paciente, a fim de atender suas necessidades e expectativas. Os trabalhadores da área da enfermagem enfrentam intensa carga de trabalho e demandas emocionais significativas. Com isso, esta pesquisa teve como objetivo analisar as interações entre os fatores psicossociais, doenças musculoesqueléticas (DORTs), Síndrome de burnout e presenteísmo sob a perspectiva dos profissionais da área da enfermagem, utilizando o Modelo de Equações Estruturais (MEE) para identificar as dimensões dos Fatores Psicossociais que são preditoras de DORT, burnout e presenteísmo. Para isso, direcionado pela Revisão Sistemática da Literatura, foi possível selecionar questionários indicados nas produções científicas. As análises consideraram fatores psicossociais por meio do Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ II - versão curta), desconforto musculoesquelético com o Cornell Musculoskeletal Discomfort Questionnaire (CMDQ), para o burnout com o Maslach Burnout Inventory (MBI) e o fator presenteísmo foi verificada com o Stanford Presenteeism Scale (SPS). O modelo estrutural foi baseado em quatro hipóteses: H1: Fatores psicossociais influenciam os DORTs; H2: DORTs são influenciados pela Síndrome de Burnout; H3: DORTs afetam no acometimento do presenteísmo; e H4: A Síndrome de Burnout afeta o presenteísmo. Para aplicação da técnica do MEE, foi construído o modelo estrutural, tendo como abordagem o Mínimo Quadrados Parciais (SmartPLS). Para a análise contou-se com uma amostra de 137 profissionais da área da enfermagem de diferentes regiões do Brasil, por meio de survey. Os dados foram analisados com auxílio do software SmartPLS, contemplando testes de confiabilidade, validade convergente e discriminante, além da verificação de endogeneidade, não linearidade e viés de método comum. Os resultados evidenciaram elevada qualidade psicométrica do modelo após ajustes no modelo estrutural, confirmando relações significativas entre as variáveis investigadas. As hipóteses testadas foram validadas, demonstrando que os fatores psicossociais influenciam de forma notável os DORTs (p-valor = 0,003), enquanto o burnout exerce impacto direto tanto nos DORTs (p-valor = 0,001) quanto no presenteísmo (pvalor= 0,000), sendo este também influenciado pelos DORTs (p-valor = 0,002). O modelo apresentou elevado poder explicativo, destacando-se a capacidade de trabalho (R² = 0,835) e a frequência de dor (R² = 0,812). Dentre as dimensões psicossociais mais relevantes entre as variáveis analisadas foram: Estresse comportamental, Vitalidade, Saúde, Qualidade da Liderança, Reconhecimento, Exigências quantitativas, Justiça e Respeito, Problemas em Dormir, Conflito Trabalho?Família. Com essa informação, foi elaborada uma diretriz de gestão com base em três etapas, incluindo um questionário avaliativo com o intuito de classificar níveis de risco psicossocial e orientar ações estratégicas para as organizações. Os resultados reforçam a importância da gestão dos fatores psicossociais como estratégia, tendo em vista que todas as dimensões estavam no nível moderado, para prevenção do adoecimento ocupacional físico e mental, melhoria do desempenho e promoção da saúde do trabalhador, contribuindo para práticas organizacionais alinhadas às exigências da NR-01. Como sugestões de trabalhos futuros, tem-se a inclusão da variável Resiliência para verificar se atua como moderador para as demandas psicossociais, além da possibilidade de replicar essa pesquisa em outros setores para compreender como o ambiente de trabalho influência nos fatores psicossociais.Abstract: Healthcare services inherently possess a complexity in their work due to patient expectations and the need to meet their needs. Nursing professionals face intense workloads and significant emotional demands. Therefore, this research aimed to analyze the interactions between psychosocial factors, musculoskeletal disorders (MSDs), burnout syndrome, and presenteeism from the perspective of nursing professionals, using Structural Equation Modeling (SEM) to identify the dimensions of psychosocial factors that predict MSDs, burnout, and presenteeism. To this end, guided by a systematic literature review, questionnaires indicated in scientific publications were selected. The analyses considered psychosocial factors using the Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ II - short version), musculoskeletal discomfort with the Cornell Musculoskeletal Discomfort Questionnaire (CMDQ), burnout with the Maslach Burnout Inventory (MBI), and presenteeism was assessed using the Stanford Presenteeism Scale (SPS). The structural model was based on four hypotheses: H1: Psychosocial factors influence WRMDs; H2: WRMDs are influenced by Burnout Syndrome; H3: WRMDs affect presenteeism; and H4: Burnout Syndrome affects presenteeism. For the application of the MEE technique, the structural model was constructed using the Partial Least Squares (SmartPLS) approach. The analysis included a sample of 137 nursing professionals from different regions of Brazil, obtained through a survey. The data were analyzed using SmartPLS software, including reliability, convergent and discriminant validity tests, as well as verification of endogeneity, non-linearity, and common method bias. The results showed high psychometric quality of the model after adjustments to the structural model, confirming significant relationships between the investigated variables. The tested hypotheses were validated, demonstrating that psychosocial factors significantly influence WRMDs (p-value = 0.003), while burnout has a direct impact on both WRMDs (p-value = 0.001) and presenteeism (p-value = 0.000), the latter also being influenced by WRMDs (p-value = 0.002). The model showed high explanatory power, highlighting work capacity (R² = 0.835) and pain frequency (R² = 0.812). Among the most relevant psychosocial dimensions analyzed were: Behavioral Stress, Vitality, Health, Leadership Quality, Recognition, Quantitative Demands, Justice and Respect, Sleep Problems, and Work-Family Conflict. Based on this information, a management guideline was developed in three stages, including an evaluative questionnaire to classify levels of psychosocial risk and guide strategic actions for organizations. The results reinforce the importance of managing psychosocial factors as a strategy, considering that all dimensions were at a moderate level, for the prevention of physical and mental occupational illness, improvement of performance, and promotion of worker health, contributing to organizational practices aligned with the requirements of NR-01 (Brazilian Regulatory Standard 01). Suggestions for future work include the inclusion of the Resilience variable to verify if it acts as a moderator for psychosocial demands, as well as the possibility of replicating this research in other sectors to understand how the work environment influences psychosocial factors.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276586
Date: 2026


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