A inflamação sistêmica compromete a motilidade intestinal e a reatividade farmacológica in vitro de segmentos de íleo e cólon de camundongos machos e fêmeas

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A inflamação sistêmica compromete a motilidade intestinal e a reatividade farmacológica in vitro de segmentos de íleo e cólon de camundongos machos e fêmeas

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Title: A inflamação sistêmica compromete a motilidade intestinal e a reatividade farmacológica in vitro de segmentos de íleo e cólon de camundongos machos e fêmeas
Author: Oliveira, João Augusto Miranda
Abstract: A inflamação sistêmica, característica de condições como a sepse, pode comprometer o trato gastrointestinal, provocando alterações na motilidade intestinal e na resposta da musculatura lisa a estímulos farmacológicos. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da inflamação sistêmica sobre a função intestinal de camundongos machos e fêmeas. Foram utilizados camundongos Swiss de ambos os sexos, divididos em grupos controle (CTL) e tratados com lipopolissacarídeo por 24 horas (LPS 24h), os protocolos foram aprovados pelo CEUA/UFSC nº n° 5366250520. Foram avaliados o escore de severidade da doença, peso corporal, glicemia, trânsito intestinal e motilidade fecal. Posteriormente, segmentos de íleo e cólon foram submetidos à análise in vitro em banho de órgãos para avaliação do movimento espontâneo, contração ao KCl 120mM e para 30 µM de acetilcolina (ACh) contráteis e curvas de relaxamento para noradrenalina (NOR: 100 pM-3 µM), dopamina (DA: 10 nM-3 mM) e nitroprussiato de sódio (NPS: 10 nM-3 mM). Os resultados demonstraram que o LPS induziu inflamação sistêmica, aumentando o escore de severidade e reduzindo o peso corporal e os níveis glicêmicos. Houve diminuição significativa do trânsito intestinal de cerca de 60% no grupo LPS para ambos os sexos, como também redução da motilidade fecal. Nas análises in vitro, a amplitude do movimento espontâneo foi reduzida em cerca de 55% no íleo e cólon somente do grupo LPS 24h das fêmeas. Também, o cólon das fêmeas LPS 24h exibiu redução ~50% da contração ao KCl e ACh, enquanto em machos do mesmo grupo não houve diferenças. Nas respostas para NOR e DA ambos os sexos e segmentos exibiram alterações no padrão de resposta, contudo para as curvas para NPS, somente o grupo de fêmeas exibiram diminuição de aproximadamente 45% para íleo e cólon nos grupos LPS 24h. Dessa forma, a inflamação sistêmica compromete a motilidade intestinal e modifica a responsividade farmacológica da musculatura lisa intestinal de forma dependente do sexo e segmento intestinal.
Description: Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276054
Date: 2026-09-10


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Video Relatorio (2).mp4 74.01Mb MPEG-4 video View/Open Seminário de Iniciação Cientifica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Departamento de Farmacologia.

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