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Abstract:
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O Brasil é considerado um dos primeiros países da América Latina a garantir o direito das mulheres de votarem e de serem votadas, conquistado em 1932. Ainda assim, atualmente, o país é apontado como um dos piores do mundo em questão de representatividade de mulheres na política. A porcentagem de mulheres que ocupam as cadeiras na Câmara dos Deputados, até então, não superou a média de 18%. Quando se observa o cenário político dos territórios vizinhos, é possível constatar que o Paraguai também possui um histórico de baixo índice de mulheres em espaços de tomada de decisões, porém, diferentemente do Brasil, atinge, aproximadamente, 30% de ocupação de mulheres no parlamento até então. Para além desse fator, seguindo em contraste, as mulheres paraguaias conquistaram o direito ao voto no ano de 1961, ou seja, 29 anos após a conquista brasileira, enquanto o país passava por uma ditadura militar que viria a se estender até 1989, sendo categorizada como o período ditatorial mais extenso de toda a América Latina (1954-1989). Levando em consideração os fatores levantados anteriormente, o presente trabalho busca investigar a participação das mulheres na política no Brasil e no Paraguai, especificamente como deputadas, analisando a maneira como estas são eleitas, debruçando-se também sobre as legislações dos respectivos países que visam incentivar e/ou regulamentar a participação das mulheres nos processos eleitorais, além de buscar por iniciativas políticas que possuem o intuito de combater a violência política de gênero em ambas localidades. Para isso, será utilizado o método da História Comparada (BARROS, 2007) com a finalidade de identificar convergências e divergências entre os países. Ademais, para a obtenção dos dados qualitativos da pesquisa, foram utilizadas entrevistas realizadas pela equipe do projeto “História das Mulheres Eleitas” (LEGH, UFSC), com intelectuais e figuras políticas paraguaias. Quanto aos dados quantitativos, foi realizada a pesquisa em plataformas oficiais que retratam, de variadas formas, o índice de mulheres eleitas. |