Estudo transversal do comportamento de implantes com mais de 10 anos em função

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Title: Estudo transversal do comportamento de implantes com mais de 10 anos em função
Author: Teles, André Felipe dos Santos
Abstract: Estudos longitudinais de longo prazo sobre doenças peri-implantares ainda são escassos na literatura. Estudos de prevalência existentes relatam resultados amplamente variáveis, principalmente devido a definições de caso inconsistentes e tamanhos de amostra insuficientes. Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de doenças peri-implantares em pacientes com próteses sobre implantes em função há pelo menos 10 anos em um consultório odontológico privado, bem como identificar possíveis fatores de risco e de proteção associados ao desenvolvimento da doença. O estudo incluiu pacientes reabilitados com implantes dentários em uma clínica particular de Florianópolis, Brasil, cujas próteses finais estavam em função há pelo menos uma década e que possuíam registros clínicos e radiográficos completos. As avaliações clínicas incluíram índice de placa modificado (MPI), sangramento à sondagem (BoP), supuração (SUPP), profundidade de sondagem (PD), mucosa queratinizada (KM) e deiscência de tecido mole peri-implantar (PSTD), além da avaliação radiográfica da perda óssea marginal (MBL). Também foram coletados dados sobre condições gerais de saúde, características dos implantes e das próteses. Foram analisados 35 pacientes com 127 implantes. O tempo médio de função foi de 13,2 anos, com taxa de sobrevivência dos implantes de 95,48%. A prevalência de mucosite peri-implantar e peri-implantite no nível de paciente foi de 31,4% para ambas as condições e, no nível de implante, de 32,3% e 12,1%, respectivamente. As doenças peri-implantares foram positivamente associadas à insuficiência de mucosa queratinizada, maiores valores de índice de placa modificado, tabagismo, bruxismo e osteoporose. Complicações protéticas leves foram as mais prevalentes e não afetaram diretamente a sobrevivência dos implantes, embora estivessem associadas a maior perda óssea marginal, assim como o diagnóstico de osteoporose. Bruxismo, conexão de hexágono externo, histórico de doença periodontal e carga imediata foram associados ao início precoce de complicações mecânicas. Diversos fatores podem influenciar o desenvolvimento e a gravidade de complicações a longo prazo, como doenças sistêmicas, características dos implantes, desenho protético e hábitos do paciente. Esses fatores devem ser cuidadosamente considerados durante o planejamento do tratamento, a fim de reduzir complicações biológicas e mecânicas.Abstract: Long-term longitudinal studies on peri-implant diseases remain scarce in the literature. Existing prevalence studies report widely variable outcomes, primarily due to inconsistent case definitions and insufficient sample sizes. This study aimed to assess the prevalence of peri-implant diseases in patients with implant-supported prostheses in function for at least 10 years in a private dental clinic setting, as well as to identify potential risk and protective factors associated with disease development. The study included patients rehabilitated with dental implants at a private clinic in Florianópolis, Brazil, whose final prostheses had been in function for at least a decade and who had complete clinical and radiographic records. Clinical evaluations included modified plaque index (MPI), bleeding on probing (BoP), suppuration (SUPP), probing depth (PD), keratinized mucosa (KM), and peri-implant soft tissue dehiscence (PSTD), in addition to radiographic evaluation of marginal bone loss (MBL). Data on general health conditions, and implant and prosthetic characteristics were also collected. A total of 35 patients with 127 implants were analyzed. The mean functional time was 13.2 years, with an implant survival rate of 95.48%. The prevalence of peri-implant mucositis and peri-implantitis at the patient level was 31.4% for both conditions, and 32.3% and 12.1%, respectively, at the implant level. Peri-implant diseases were positively associated with insufficient keratinized mucosa, higher modified plaque index values, smoking, bruxism, and osteoporosis. Mild prosthetic complications were the most prevalent and did not directly affect implant survival, although they were associated with greater marginal bone loss, as was the diagnosis of osteoporosis. Bruxism, external hexagon connection, history of periodontal disease, and immediate loading were associated with the early onset of mechanical complications. A variety of factors can influence the development and severity of long-term complications, such as systemic diseases, implant characteristics, prosthesis design and patient habits. These factors should be carefully considered during treatment planning, in order to reduce biological and mechanical complications.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275294
Date: 2025


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