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No ensino de Química, muitos estudantes têm dificuldade em perceber a relação entre os conteúdos abordados em sala de aula e as situações presentes em sua realidade. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo desenvolver uma sequência didática contextualizada com foco para a 3º série do Ensino Médio, utilizando o milho (Zea mays L.) e seus processos de transformação na culinária como temas para a aprendizagem de conceitos químicos. A pesquisa envolveu uma revisão bibliográfica sobre os aspectos históricos, culturais, botânicos e químicos do milho, com destaque para sua importância como patrimônio biocultural, para a composição do grão e para os processos de gelatinização do amido e nixtamalização. A partir desse referencial, foram elaborados três planos de aula experimentais: produção de um filme à base de amido de milho; separação e identificação de uma parcela enriquecida em amido; e análise dos efeitos do tratamento alcalino relacionado à nixtamalização. As atividades possibilitam abordar conteúdos como polímeros naturais, interações intermoleculares, misturas, métodos de separação, pH, basicidade, biomoléculas, transformações físico-químicas, sustentabilidade e disponibilidade de nutrientes. A viabilidade pedagógica dos planos foi avaliada por professores de Química atuantes em instituições de ensino da Grande Florianópolis, por meio de um questionário composto por questões objetivas e discursivas. Os resultados demonstraram avaliações favoráveis quanto à contextualização, ao potencial de engajamento dos estudantes, à aprendizagem dos conceitos químicos e à articulação com a abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade. Conclui-se que o milho apresenta potencial para transformar situações alimentares familiares em objetos de investigação científica, contribuindo para um ensino de Química mais significativo, experimental e conectado às dimensões históricas, culturais, sociais e ambientais. |
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