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Abstract:
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O envelhecimento populacional está associado ao aumento de Doenças Crônicas Não
Transmissíveis (DCNTs) e à sarcopenia, comprometendo a funcionalidade e saúde
de pessoas idosas. O Treinamento Combinado (TC) se apresenta como uma valiosa
estratégia na melhoria da aptidão cardiorrespiratória e força muscular nessa
população, especialmente na presença de fatores de risco cardiometabólico. Contudo,
o papel da periodização do Treinamento de Força (TF) dentro do TC, comparando
modelos como Periodização Linear (PL) e Periodização Ondulatória (PO), ainda
necessita de mais investigações, especialmente entre pessoas idosas com fatores de
risco cardiometabólico. Assim, este estudo tem como objetivo comparar os efeitos da
PL e PO do treinamento de força, em um programa de TC sobre parâmetros funcionais,
hemodinâmicos, de percepção subjetiva de esforço (PSE) e afetividade de pessoas
idosas com fatores de risco cardiometabólico. Trata-se de um estudo de abordagem
aplicada, exploratória e quantitativa, utilizando dados do Programa de Reabilitação
Cardiorrespiratória (PROCOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Como critérios de inclusão, as pessoas idosas, de ambos os sexos, deveriam
apresentar fatores de risco cardiometabólico e estar matriculados no PROCOR no
semestre 2025.1. A presença de comprometimento cognitivo leve, obesidade grau 2
ou superior e frequência menor que 70% das sessões de treinamento foram
considerados critérios de exclusão neste estudo. Os participantes foram
randomizados em Grupo Linear (GL) e Grupo Ondulatório (GO). O treinamento foi
realizado duas vezes por semana, durante 10 semanas, com sessões compostas por
20 minutos de exercícios aeróbicos (caminhada na esteira ou cicloergômetro) e 20
minutos de exercícios de força (Leg-press horizontal, supino inclinado com barra,
agachamento livre com halteres e remada baixa na polia). Foram avaliados, pré e pósintervenção, a resistência muscular localizada de membros inferiores e superiores
(testes de sentar e levantar e flexão de cotovelo), flexibilidade de membros inferiores
(teste de sentar e alcançar), agilidade e equilíbrio dinâmico (teste timed up and go),
capacidade cardiorrespiratória (caminhada de 6 minutos e teste de 1000 metros),
pressão arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD) e frequência cardíaca de repouso
(FCR) (monitor digital automático). Além disso, a percepção subjetiva de esforço
(escala de PSE de Borg modificada por Foster et al., 2001) e afetividade (escala de
sensação de Hardy e Rejeski) foram avaliadas ao final de todas as sessões de
treinamento. A análise dos dados comparou as mudanças intra e ao longo das 10
semanas de treinamento, a partir de estatística inferencial, adotando-se equações de
estimativas generalizadas, com nível de significância de 5%. Após 10 semanas,
ambos os grupos apresentaram melhorias significativas na flexibilidade (p=0,02) e na
caminhada de seis minutos (p<0,001), sem diferenças intra ou intergrupos nas demais
valências funcionais. A PAD, a FCR e as respostas psicofisiológicas (esforço e
afetividade) mantiveram-se estáveis em ambos os protocolos. Contudo, houve
interação tempo*grupo significativa para a PAS (p=0,01), com elevação isolada pósintervenção no grupo ondulatório (123,66 ± 3,31 para 129,80 ± 4,20 mmHg). Concluise que ambos os modelos de periodização são igualmente eficazes e equivalentes
para a melhoria da aptidão funcional e cardiorrespiratória de pessoas idosas. |