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Este Trabalho de Conclusão de Curso trata sobre as expressões do trabalho informal
e seus impactos na vida acadêmica de estudantes de Serviço Social da UFSC. Com
o propósito de compreender a relação entre trabalho informal e a vida acadêmica,
tendo como objetivo central analisar como o trabalho informal exercido por estudantes
do curso de graduação em Serviço Social da UFSC produz impactos no
desenvolvimento da vida acadêmica dos mesmos. O problema que se buscou
responder nesta pesquisa foi se os estudantes de serviço social (trabalhador)
necessitam deixar seu emprego formal deslocando-se para o trabalho informal, para
prosseguir com a graduação, especialmente a partir dos estágios obrigatórios. As
questões orientadoras surgiram dos encontros de supervisão acadêmica de estágio
em sala de aula após observação e relato dos campos de estágio dos colegas, onde
se verificou os atravessamentos e as dificuldades em conciliar as demandas de
trabalho, estágio e vida acadêmica. Para as aproximações sucessivas e apreensão
da realidade, a pesquisa foi pautada na perspectiva crítica do materialismo histórico
dialético a partir do método em Marx, possuiu caráter exploratório, de natureza quanti
qualitativa, com revisão de literatura e pesquisa empírica, com aplicação de
questionário semiestruturado com questões abertas e fechadas. A metodologia de
análise dos dados foi realizada pela sistematização e a tabulação de dados através
da ferramenta da planilha do Excel, seguida pela técnica da análise de conteúdo. No
desenvolvimento do trabalho, trata-se sobre a formação sócio-histórica, realidade
brasileira e trabalho: dos antecedentes do capitalismo dependente à criação e
consolidação dos direitos trabalhistas; classe trabalhadora, lutas, avanços e
retrocessos: dos direitos no mundo do trabalho do período desenvolvimentismo à
atualidade e repercussões do trabalho informal para a formação de graduação em
Serviço Social. Os principais resultados demonstraram que a mudança do trabalho
formal para o informal foi necessário para a maioria dos estudantes; que os campos
de estágios em sua maioria não são remunerados, o que implica na dificuldade de
permanência estudantil; que a conciliação do trabalho informal com vida acadêmica
acarreta na sobrecarga tendo como consequência o adoecimento mental implicando
no desenvolvimento acadêmico. Por fim, este TCC demonstra a insuficiência das
políticas de permanência estudantil entendidas enquanto conjunto de estratégias
equitativas para garantir desde o acesso à conclusão da formação universitária
pública e de qualidade. |
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