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Abstract:
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O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como tema a violação do direito à
cultura, à identidade e ao pertencimento social da pessoa idosa, considerando os
processos históricos de devastação dos saberes tradicionais e ancestrais,
particularmente aqueles relativos às plantas medicinais. O objetivo é o de analisar o
processo de degradação dos saberes tradicionais no Brasil com o processo de
colonização, sobretudo com a expansão do capitalismo e a importância do
reconhecimento das experiências, dos saberes e fazeres ao longo da vida das
pessoas idosas enquanto um direito. O Trabalho foi realizado a partir de um
levantamento bibliográfico, com o objetivo de identificar, sistematizar e analisar
produções acadêmicas e científicas que abordam a temática em questão. A
investigação parte do pressuposto de que o processo de colonização e a expansão
do capitalismo se constituem enquanto um sistema que não apenas explora a força
de trabalho, mas que destrói formas de vida, modos de existência e conhecimentos
coletivos que não se subordinam à lógica da exploração, da mercadoria e da
acumulação. Nesse cenário, os saberes tradicionais, transmitidos entre gerações e
vinculados à memória, tornam-se alvo de apagamento e deslegitimação,
especialmente no que concerne às práticas de cuidado, manejo e uso de plantas
medicinais. Nesse contexto, o Serviço Social assume papel estratégico na defesa
dos direitos das pessoas idosas, na valorização de sua memória e na luta pelo
reconhecimento dos saberes tradicionais como patrimônio coletivo e imaterial. |