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O presente trabalho analisa o projeto de intervenção “Corpo e Sexualidade: o que devemos
saber?”, desenvolvido com crianças e adolescentes da Associação Alegria, em uma
comunidade periférica de Florianópolis/SC. A proposta teve como objetivo desenvolver ações
de educação sexual e promover espaços de diálogo a partir da escuta qualificada, da
ludicidade e da participação ativa das crianças e adolescentes. A pesquisa, de abordagem
qualitativa, fundamentou-se em oficinas, dinâmicas e rodas de conversa, abordando temas
como corpo, sexualidade, direitos e prevenção das violências. Os resultados apontam que as
atividades ampliaram a reflexão crítica sobre autocuidado e proteção, fortaleceram vínculos
com as famílias e evidenciaram a necessidade de ações contínuas e intersetoriais no território.
Outro resultado que se projetou foi a participação diminuta dos meninos, o que revela a
influência das normas de gênero nas formas de engajamento. Conclui-se que a educação
sexual, quando trabalhada de forma ampliada, possui caráter emancipatório e contribui para a
garantia de direitos. |
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