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Abstract:
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Este trabalho resulta das reflexões realizadas na vivência do estágio supervisionado
no âmbito da Gerência de Políticas para Igualdade Racial e Imigrantes (GEIRI) da
Secretaria Estadual de Assistência Social, Mulher e Família (SAS) de Santa
Catarina, principalmente a aproximação com o tema das comunidades
remanescentes quilombolas presentes em 19 municípios dos 295 do estado. A partir
de inquietações surgidas durante estágio realizado na referida gerência, entre 2023
e 2024, observou-se a insuficiência de ações voltadas para a efetivação dos direitos
dessas comunidades. Este trabalho objetiva, para tanto, compreender a realidade
quilombola e analisar a sua formação social, política, econômica, compreendendo-os
como espaços de resistência ancestral que, a partir de seu surgimento alicerçado
pelo colonialismo, escravidão e racismo estrutural, se manifestam na
contemporaneidade como espaços que movimentaram e movimentam a história. A
pesquisa ancora-se em autores fundamentais como Abdias Nascimento, Aníbal
Quijano, Beatriz Nascimento, Clóvis Moura, Eduardo Galeano, entre outros, que
fornecem arcabouço teórico para analisar a formação do Brasil e a luta quilombola,
como também se propõe a refletir sobre a inserção do Serviço Social nesta temática.
A pesquisa busca, assim, contribuir para o debate sobre as comunidades
quilombolas e os desafios e resistências que enfrentam desde a invasão colonial no
mundo, enfatizando as aproximações teóricas e interventivas do Serviço
Social nesta temática. Os seus principais resultados revelam que, por mais que a
“história oficial” tente apagar a história do Brasil Negro, movimentos como a
formação de quilombos se traduzem na materialização da luta e resistência da
população negra e mostra-se cada vez mais necessário desatar o nó da questão
social e olhar para a questão étnico-racial como central. |