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Abstract:
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Este trabalho investiga os impactos da política de austeridade fiscal sobre a produção de conhecimento simbólico no Brasil entre 2016 e 2021. O referencial teórico articula a teoria schumpeteriana da inovação, a Teoria das Bases de Conhecimento (Asheim et al., 2011) e a Geografia Cultural, compreendendo a produção de conhecimento simbólico como um processo intrinsecamente territorial e como componente essencial da capacidade inovativa de regiões e países. A análise empírica baseia-se nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), operacionalizados a partir de grupos ocupacionais da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO-2002) identificados como portadores de conhecimento simbólico, conforme metodologia proposta por Mesquita e Fernandes (2021), com recorte temporal de 2016 a 2021 e recorte espacial por macrorregiões e unidades da federação. O trabalho parte da problemática de que a produção de conhecimento simbólico na periferia capitalista é especialmente vulnerável às oscilações do financiamento estatal, uma vez que o mercado privado não substitui o Estado como indutor de uma produção cultural diversa e territorialmente distribuída. A partir dessa questão, examina-se se os choques político-fiscal e sanitário do período produziram não apenas uma retração quantitativa do emprego simbólico formal, mas uma reconfiguração qualitativa da sua composição, e se essa dinâmica se distribuiu de forma homogênea pelo território nacional ou aprofundou desigualdades regionais preexistentes. |