O que há de errado quando todo mundo é branco?: a implementação de estratégias de enfrentamento ao racismo nas empresas brasileiras

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O que há de errado quando todo mundo é branco?: a implementação de estratégias de enfrentamento ao racismo nas empresas brasileiras

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina
dc.contributor.advisor Schucman, Lia Vainer
dc.contributor.author Martins, Vitor Fernando Pereira
dc.date.accessioned 2026-07-23T23:23:24Z
dc.date.available 2026-07-23T23:23:24Z
dc.date.issued 2025
dc.identifier.other 397700
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274633
dc.description Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2025.
dc.description.abstract Esta dissertação apresentou como objetivo geral compreender como profissionais que atuavam com o enfrentamento ao racismo diretamente ou indiretamente significam as ações das empresas em que trabalhavam e nomeiam suas próprias jornadas em relação ao tema. No que se refere aos objetivos específicos, visa levantar as evidências de racismo institucional nas empresas no Brasil; analisar os propósitos que orientam empresas no Brasil a adotarem um posicionamento frente à pauta racial e, por fim, mapear as estratégias de enfrentamento ao racismo implementadas nas empresas brasileiras que promovem uma agenda de diversidade e inclusão. O referencial teórico está embasado em autorias da Psicologia, sobretudo no campo da Psicologia Organizacional e do Trabalho, Psicologia Social e dos Estudos Raciais, Sociologia, Filosofia e Serviço Social dentre os quais elencamos Cida Bento, Grada Kilomba, Kabengele Munanga, Lia Vainer Schucman, Silvio Almeida, Sueli Carneiro, dentre outros. Quanto aos procedimentos metodológicos da pesquisa, seguiremos o caminho da Psicologia Social Crítica e elencamos o uso de instrumento de coleta de dados, a saber: entrevista, o diário de campo e a análise documental, visando maior aprofundamento no corpus a ser analisado. A partir da análise das entrevistas, observou-se uma disparidade entre o interesse declarado em promover equidade racial e as experiências negativas relatadas pelas pessoas entrevistadas, especialmente pelas pessoas negras. Constatou-se, ainda, a falta de consistência nos programas de diversidade e inclusão, o impacto psicológico do racismo em profissionais negras(os), marcado por vivências de violências institucionais sutis, e a dificuldade de ascensão de profissionais negros, particularmente em cargos de liderança, corroborando os dados obtidos em documentos. Por outro lado, identificou-se um impacto simbólico positivo das agendas de diversidade e inclusão nas empresas mencionadas pelas pessoas entrevistadas. No entanto, não foi possível dimensionar de forma concreta o quanto o racismo está sendo efetivamente superado nessas instituições, evidenciando as contradições presentes em empresas que se posicionam como pró-equidade racial, mas operam dentro de um sistema que se alimenta do racismo e de outras desigualdades sociais para seu pleno funcionamento. As conclusões apontam para uma realidade em que as iniciativas de diversidade e inclusão produzem efeitos práticos no cotidiano das empresas e nas experiências pessoais das pessoas, mas sem tensionar ou romper, de fato, com o racismo institucional. Além disso, destaca-se a fragilização dessas agendas nos últimos anos, colocando em xeque a durabilidade e a perenidade dessas iniciativas ao longo do tempo.
dc.description.abstract Abstract: This dissertation aimed to understand how professionals working directly or indirectly in combating racism perceive the actions of the companies they work for and how they define their own journeys regarding the issue. Regarding specific objectives, the study seeks to identify evidence of institutional racism in Brazilian companies; analyze the purposes that guide companies in Brazil to adopt a stance on racial issues; and, finally, map the strategies to combat racism implemented by Brazilian companies promoting a diversity and inclusion agenda. The theoretical framework is grounded in authorship from Psychology, especially within the fields of Organizational and Work Psychology, Social Psychology, and Racial Studies, as well as Sociology, Philosophy, and Social Work. Key authors include Cida Bento, Grada Kilomba, Kabengele Munanga, Lia Vainer Schucman, Silvio Almeida, Sueli Carneiro, among others. As for the research's methodological procedures, it follows the approach of Critical Social Psychology, utilizing data collection tools such as interviews, field diaries, and document analysis, aiming for deeper insights into the corpus to be analyzed. From the analysis of the interviews, a disparity was observed between the declared interest in promoting racial equity and the negative experiences reported by the interviewees, particularly Black individuals. The findings also revealed a lack of consistency in diversity and inclusion programs, the psychological impact of racism on Black professionals?characterized by experiences of subtle institutional violence?and the difficulty Black professionals face in career advancement, particularly in leadership roles, corroborating data obtained from documents. On the other hand, the study identified a positive symbolic impact of diversity and inclusion agendas in the companies mentioned by the interviewees. However, it was not possible to concretely measure the extent to which racism is effectively being overcome in these institutions, highlighting the contradictions present in companies that position themselves as pro-racial equity while operating within a system that thrives on racism and other social inequalities. The conclusions point to a reality where diversity and inclusion initiatives produce practical effects on the daily life of companies and the personal experiences of individuals but fail to challenge or disrupt institutional racism fundamentally. Additionally, the fragility of these agendas in recent years raises questions about the sustainability and longevity of such initiatives over time. en
dc.format.extent 92 p.| il., tabs.
dc.language.iso por
dc.subject.classification Psicologia
dc.subject.classification Diversidade no ambiente de trabalho
dc.subject.classification Integração social
dc.subject.classification Psicologia organizacional
dc.subject.classification Psicologia Social
dc.subject.classification Relações raciais
dc.subject.classification Racismo
dc.title O que há de errado quando todo mundo é branco?: a implementação de estratégias de enfrentamento ao racismo nas empresas brasileiras
dc.type Dissertação (Mestrado)


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