|
Abstract:
|
O presente estudo analisa a relação entre as Indicações Geográficas (IGs) e a
competitividade internacional da vitivinicultura, com ênfase na comparação entre o
Brasil e a União Europeia. A pesquisa tem como objetivo compreender como as IGs
contribuem para a diferenciação dos vinhos, a agregação de valor e o desempenho
das exportações. Para isso, adota uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo
e comparativo, baseada em pesquisa bibliográfica, documental e na análise de
dados de instituições nacionais e internacionais. Os resultados indicam que a União
Europeia consolidou um sistema de IGs amplamente integrado às estratégias de
desenvolvimento territorial e competitividade, enquanto o Brasil apresenta avanços
importantes, especialmente na expansão dos registros e na valorização da produção
vitivinícola, embora ainda enfrente desafios para ampliar sua inserção em mercados
de maior valor agregado. Conclui-se que as Indicações Geográficas constituem um
instrumento relevante para fortalecer a competitividade da vitivinicultura, desde que
acompanhadas por estratégias de governança, promoção da origem e valorização
da identidade territorial. |