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Este trabalho investiga como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promove a democratização do acesso à literatura em seus territórios, especialmente por meio de bibliotecas populares, ações culturais e iniciativas de incentivo à escrita. Parte-se da compreensão da literatura como direito humano e instrumento de formação crítica, articulando contribuições teóricas de autores como Paulo Freire, Antonio Candido, Conceição Evaristo e Roseli Salete Caldart. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, exploratória e de natureza ensaístico-documental, fundamentada em revisão narrativa de literatura, análise de materiais institucionais produzidos pelo MST e relato de vivência da pesquisadora. Discute-se o contexto histórico de negação do acesso ao livro no campo brasileiro, bem como o papel das bibliotecas e demais espaços de leitura, escrita e memória enquanto instrumentos de formação política, fortalecimento identitário e preservação da memória coletiva camponesa. Os resultados indicam que as práticas desenvolvidas pelo MST ultrapassam a dimensão técnica da mediação da leitura, constituindo formas de democratização cultural articuladas à luta social, à valorização da identidade camponesa e à construção de narrativas contra-hegemônicas. |
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