|
Abstract:
|
Este trabalho analisa como vieses cognitivos, heurísticas e elementos de arquitetura da escolha influenciam o comportamento dos consumidores em ambientes virtuais de compra. O estudo parte da economia comportamental e questiona a hipótese de racionalidade plena do agente econômico e enfatiza a presença de limitações cognitivas, emocionais e informacionais nos processos decisórios. A pesquisa adota abordagem qualitativa, descritiva e bibliográfica, baseada em autores clássicos e contemporâneos da economia comportamental, da psicologia econômica e dos estudos sobre design persuasivo. A partir da bibliografia estabelecida, a análise organiza os principais mecanismos comportamentais observados no consumo digital, como aversão à perda, escassez, ancoragem, prova social, opções padrão, redução de fricções e personalização algorítmica. O trabalho discute ainda os limites éticos dessas estratégias, especialmente quando deixam de apenas facilitar escolhas e passam a explorar vulnerabilidades cognitivas dos consumidores. Conclui-se que os mecanismos de arquitetura da escolha é inevitável nos ambientes de consumo digitais, pois toda interface organiza opções e busca maximizar seus ganhos individuais. Contudo, essa organização precisa respeitar os limites da transparência e proporcionalidade entre a plataforma e o consumidor. A principal contribuição da pesquisa consiste em sistematizar, em linguagem econômica, a relação entre economia comportamental, consumo digital e responsabilidade ética das empresas, oferecendo uma base teórica para futuras investigações empíricas sobre plataformas de comércio eletrônico. |