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Abstract:
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O câncer infantojuvenil compreende um grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, representando uma importante causa de morbimortalidade entre crianças e adolescentes. Apesar das elevadas taxas de sobrevivência quando o diagnóstico é realizado precocemente, a identificação dos casos ainda constitui um desafio devido à inespecificidade dos sinais e sintomas iniciais. Nesse contexto, os profissionais da educação podem desempenhar papel relevante na observação de alterações físicas, emocionais e comportamentais que indiquem a necessidade de avaliação médica. Considerando a escassez de estudos sobre o conhecimento dos professores acerca do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o tempo de atuação profissional e o conhecimento sobre o Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil (DPCI) entre professores, orientadores e supervisores da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. Trata-se de um estudo observacional, transversal e de abordagem quantitativa, realizado com 62 profissionais participantes de uma formação continuada promovida pela Rede Municipal de Ensino. Os dados foram coletados por meio de um questionário autoaplicável composto por informações de caracterização da amostra e questões relacionadas ao conhecimento sobre o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Foram realizadas análises descritivas, correlação de Spearman e teste de Mann-Whitney, adotando-se nível de significância de 5%. Os participantes apresentaram tempo médio de atuação de 9,25 ± 7,20 anos. Nenhum relatou participação prévia em capacitações sobre câncer infantojuvenil. A média de acertos foi de 7 ± 1,2 pontos nas questões sobre diagnóstico precoce e de 4 ± 0,9 pontos nas questões relacionadas aos sinais e sintomas da doença. Não foi observada correlação significativa entre tempo de atuação e nível de conhecimento (ρ = 0,017; p = 0,904), tampouco diferenças significativas entre os grupos formados conforme maior ou menor tempo de atuação e conhecimento. Conclui-se que os profissionais apresentaram conhecimento considerado satisfatório sobre o tema, entretanto esse conhecimento não esteve associado ao tempo de atuação profissional. Os resultados reforçam a necessidade de ampliar ações formativas sobre câncer infantojuvenil no contexto escolar, fortalecendo a integração entre educação e saúde. |