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Abstract:
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Este trabalho analisa os lais Lanval e Chaitivel de Marie de France, uma poetisa e tradutora do século XII EC. A partir da ideia de performatividade de gênero de Judith Butler, ele busca demonstrar como Marie de France retratava as normas patriarcais de amor cortês de sua época. Utilizando dos conceitos de representação e imaginário da História Cultural em Sandra Pesavento, o trabalho pretende explorar a literatura como fonte histórica, e como reflexo do imaginário em seu contexto. Após contextualizar a autora em relação à autoria no século XII, escrita feminina e manifestações literárias do amor cortês, o trabalho analisa os lais a fim de responder à pergunta: como questões de gênero aparecem em Lanval e Chaitivel de Marie de France? Ele tem por objetivo geral entender como as masculinidades e feminilidades aparecem e se relacionam nos lais Lanval e Chaitivel, e por objetivos específicos, entender o contexto em que Marie de France estava inserida, como ela constrói seus cavaleiros e damas, e como esses papéis generificados moldam suas ações em relação um ou outro. A análise busca demonstrar que o lai Lanval se baseia na ideia de inversão de gênero, onde os personagens femininos suplantam a autoridade dos masculinos; e o lai Chaitivel se baseia em determinismo de gênero, onde a ação dos personagens é determinada pelas normas de gênero de seu contexto. |