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Abstract:
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O estado do Paraná ocupa posição de destaque no agronegócio brasileiro, figurando entre
os maiores produtores nacionais de soja, milho e trigo. Compreender como as variáveis produtivas dessas culturas se relacionam entre si e evoluem ao longo do tempo é
fundamental para subsidiar decisões de gestão agrícola e políticas públicas voltadas ao
setor. Nesse contexto, este trabalho analisou estatisticamente, por meio de regressão
linear simples, a relação entre área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e
valor da produção dessas três culturas nos municípios paranaenses, comparando os anos
de 2008 e 2024. Os dados foram obtidos da Produção Agrícola Municipal do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, abrangendo 361 e 389 municípios para a soja, 397
e 387 para o milho, e 320 e 308 para o trigo, nos respectivos anos. Diante da heterocedasticidade identificada nos dados absolutos, aplicou-se a transformação logarítmica
natural, permitindo a interpretação dos coeficientes como elasticidades. A validação dos
modelos foi realizada pelos testes de Breusch-Pagan e pelos estimadores robustos HC2,
HC3 e HC4, processados no software RStudio. Os resultados revelaram que a relação
entre valor da produção e quantidade produzida apresentou o maior poder explicativo nas
três culturas, com coeficientes de determinação superiores a 0,99 em todos os períodos
analisados. A soja registrou crescimento em todas as variáveis físicas, com ganhos de
produtividade mais expressivos que a expansão territorial. O milho apresentou retração
de área e volume produzido, com crescimento do valor inteiramente determinado pela
valorização dos preços. O trigo exibiu o comportamento mais contrastante, com queda
simultânea de área, produção e rendimento, enquanto o valor da produção dobrou, reflexo
direto da valorização internacional da commodity decorrente do conflito entre Rússia e
Ucrânia. Os resultados obtidos oferecem contribuições para a compreensão da dinâmica
produtiva paranaense e para o planejamento estratégico do agronegócio regional. |