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O tempo de espera para consultas especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um dos maiores desafios enfrentados pelos pacientes no Brasil. A escassez de especialistas, a má distribuição da demanda entre as unidades de saúde e a limitação de recursos comprometem a agilidade e a equidade no acesso ao atendimento e este tipo de desafio pode ser observado no estado de Santa Catarina. Muitos cidadãos aguardam por meses, ou até anos, por consultas que deveriam ser realizadas com urgência, agravando quadros clínicos e aumentando a sobrecarga hospitalar e a qualidade de vida do paciente. A análise desses dados ao uso de ferramentas de análise de dados, pode oferecer caminhos para identificar gargalos, propor redistribuições e otimizar a oferta de serviços especializados. Este trabalho teve como objetivo analisar os atendimentos e as filas reguladas pelo SISREG em Santa Catarina, com ênfase em psiquiatria, para subsidiar a gestão pública e fortalecer o processo regulatório. Os resultados revelaram um cenário de saturação estrutural no sistema de regulação, caracterizado por um tempo mediano de espera de 45 dias e uma demanda reprimida ativa correspondente a cerca de 21% das solicitações. Constatou-se uma ineficiência na classificação de risco, uma vez que pacientes com prioridade máxima chegaram a aguardar mais de 300 dias pelo atendimento, evidenciando que a priorização clínica é frequentemente neutralizada pela escassez de vagas. A análise geográfica demonstrou que, embora os grandes centros urbanos concentram o volume absoluto, municípios de menor porte populacional sofrem a maior pressão assistencial proporcional. Por fim, identificou-se uma grave falha de governança de dados: quase a totalidade dos registros com status de agendamento encontrava-se expirada sem o devido encerramento administrativo, impossibilitando a mensuração real do absenteísmo e gerando "filas sujas" que mascaram a disponibilidade da rede de atenção psicossocial. |
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