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Abstract:
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Lucilia cuprina é uma mosca originária da Austrália com distribuição cosmopolita. Esta espécie de mosca é considerada de grande importância forense, porque há registros da sua presença e de suas larvas em carcaças humanas em decomposição. Sendo assim, essa espécie de Diptera tem um grande potencial para auxiliar na estimativa do intervalo pós-morte (IPM). Com isso, o objetivo deste presente trabalho foi verificar o tempo de desenvolvimento pós-embrionário de L. cuprina em temperatura ambiente (25 ± 2 °C). Além do registro temporal, foi também verificada outras questões inerentes ao desenvolvimento pós-embrionário da espécie, como por exemplo o tamanho das larvas e a análise do esqueleto cefalofaríngeo. O estudo foi conduzido a partir da coleta de moscas selvagens, cujos indivíduos foram criados em laboratório sob condições controladas. O monitoramento da postura, eclosão dos ovos e desenvolvimento larval foi realizado em intervalos regulares, permitindo o registro temporal das diferentes fases do ciclo de vida. Os resultados indicaram que o período entre a postura e a eclosão das larvas foi de aproximadamente 14 horas, enquanto o desenvolvimento larval ocorreu em cerca de 146 horas. O estágio pupal apresentou duração aproximada de 184 horas, totalizando cerca de 344 horas para o desenvolvimento pós-embrionário completo, correspondente a 14 dias e 8 horas. Ao longo do estudo foram discutidos os impactos que a temperatura pode promover no desenvolvimento pós-embrionário da espécie alvo, podendo acelerar ou retardar seu desenvolvimento. Além da temperatura, outros fatores contribuem para essas alterações no desenvolvimento da espécie, como o substrato de alimentação larval, e fatores regionais. Não foram encontradas relações diretas entre a temperatura e o comprimento larval. Entretanto, a dieta das larvas mostrou-se uma variável capaz de influenciar o comprimento larval de L. cuprina. Concluiu-se que a temperatura é um fator que interfere na velocidade do desenvolvimento pós-embrionário de L. cuprina, que o tipo da dieta dos imaturos é uma possível variável que explica as diferenças no comprimento larval e por fim, esses dados reforçam a importância de L. cuprina como espécie de interesse forense e contribuem para o aprimoramento das estimativas do IPM em condições ambientais semelhantes às do presente estudo. |