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Abstract:
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As doenças transmitidas por vetores representam importantes desafios para a saúde animal e
pública, especialmente diante das alterações ambientais, da expansão urbana e das mudanças
na distribuição de vetores. Entre elas destacam-se a dirofilariose canina, causada por
Dirofilaria immitis, e a erliquiose canina, associada principalmente a Ehrlichia canis. Apesar
da importância desses agentes no Brasil, ainda existem poucos dados recentes sobre sua
circulação em Florianópolis, Santa Catarina. Dessa forma, o presente estudo teve como
objetivo investigar a frequência de infecção por D. immitis e Ehrlichia spp. em cães do
município de Florianópolis, bem como caracterizar molecularmente os agentes detectados.
Foram analisadas 180 amostras sanguíneas por meio da reação em cadeia da polimerase
(PCR), seguidas de sequenciamento Sanger das amostras positivas para confirmação da
identidade das espécies. Duas amostras foram positivas para D. immitis, correspondendo a
uma frequência de 1,11% (IC95%: 0,13–3,96%), enquanto sete amostras foram positivas para
Ehrlichia spp., correspondendo a uma frequência de 3,88% (IC95%: 1,58–7,85%). O
sequenciamento confirmou a identidade dos agentes detectados como D. immitis e E. canis,
apresentando elevada similaridade com sequências previamente depositadas em bancos de
dados públicos. Os casos positivos foram identificados em mais de uma região do município,
sem diferenças estatisticamente significativas entre regiões ou entre sexos. As frequências
observadas foram semelhantes às descritas em estudos realizados em Florianópolis e
inferiores às registradas em outras regiões do Brasil. Os resultados demonstram que ambos os
agentes permanecem circulando no município, embora em baixa frequência, reforçando a
importância da vigilância epidemiológica contínua e do monitoramento das doenças
transmitidas por vetores em um cenário de intensas transformações ambientais e urbanas. |