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Abstract:
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A confusão patrimonial, caracterizada pela mistura entre os recursos das pessoas física
e jurídica, configura-se como um dos principais fatores de vulnerabilidade gerencial em micro
e pequenas empresas (MPEs). Este Trabalho de Curso teve como objetivo geral analisar os
impactos da confusão patrimonial em MPEs da Grande Florianópolis, avaliando o planejamento
financeiro como ferramenta de prevenção e sustentabilidade. Metodologicamente, a pesquisa
classifica-se como descritiva e quantitativa, operacionalizada por meio de um levantamento
(survey) com 58 gestores locais. Os resultados revelam um paradoxo de governança: embora
98,28% dos respondentes reconheçam explicitamente que a mistura patrimonial prejudica o
desempenho do negócio, 60,34% admitem receber receitas corporativas diretamente em suas
contas correntes de pessoa física. Os maiores entraves para a segregação são a falta de disciplina
financeira (43,10%) e o déficit de conhecimento técnico (32,76%). Contudo, o cruzamento
estatístico comprovou a eficácia da disciplina orçamentária: 90,00% dos gestores que mantêm
um planejamento financeiro mensal formalizado e atualizado nunca misturam verbas pessoais
com corporativas. Conclui-se que a fragilidade na separação patrimonial é de natureza
estritamente gerencial e comportamental, sendo mitigada de forma robusta pela previsibilidade
e pelos controles orçamentários periódicos. |