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Abstract:
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O presente estudo avalia o potencial de redução das emissões de dióxido de carbono
(CO₂) decorrente da substituição do uso da Auxiliary Power Unit (APU) por sistemas
terrestres de fornecimento de energia elétrica (Ground Power Unit) e de climatização
da cabine (Pre-Conditioned Air) durante o turnaround das aeronaves, a partir de um
estudo de caso no Aeroporto Internacional de Brasília. A pesquisa analisa 44.686
registros operacionais referentes ao ano de 2024, com o objetivo de quantificar as
emissões associadas aos diferentes sistemas, identificar os fatores que influenciam
sua utilização e avaliar o impacto das ineficiências operacionais no desempenho
ambiental. A metodologia empregada envolve a estimativa das emissões com base
em fatores de emissão, a análise dos registros operacionais e a consolidação das
horas de atendimento não aproveitadas, além da estruturação de um plano de ação
voltado à melhoria da eficiência dos processos. Os resultados indicam que a utilização
dos sistemas GPU e PCA apresenta emissões significativamente inferiores às
associadas ao uso da APU, com redução potencial da ordem de 98% nas emissões
horárias de CO₂. Observa-se, ainda, que fatores operacionais de processo constituem
o principal limitador da utilização desses sistemas, concentrando a maior parte das
ocorrências registradas. A análise das horas de atendimento perdidas demonstra que
ineficiências operacionais resultam em emissões adicionais relevantes, o que reforça
a importância da gestão dos processos para a efetividade das estratégias de
descarbonização. Conclui-se que, embora a eletrificação das operações em solo
represente uma alternativa eficaz para a redução das emissões no setor
aeroportuário, seu desempenho depende diretamente da eficiência operacional.
Nesse contexto, evidencia-se que, apesar de ambientalmente vantajosa, a
substituição da APU por sistemas GPU e PCA tem sua efetividade influenciada por
fatores operacionais e condições externas que podem limitar sua plena utilização. |