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Abstract:
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Este trabalho analisa os desafios técnicos, regulatórios e econômicos da inversão de fluxo de potência, decorrente da expansão da Geração Distribuída (GD) no Brasil, com foco na modalidade de geração solar fotovoltaica. A partir de uma pesquisa de caráter exploratório e documental, que abrange o arcabouço normativo do setor elétrico e a literatura técnica com estudos de caso, a investigação explora o conflito de interesses entre distribuidoras, consumidores-geradores e o regulador. Discute-se que o fenômeno, embora apresente riscos técnicos reais à estabilidade da rede, como sobretensões, tem como principais barreiras à expansão sustentável da GD entraves de natureza predominantemente regulatória e econômica. Os resultados apontam para a existência de soluções tecnológicas maduras e eficazes, com destaque para os Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) e para os inversores inteligentes. Constata-se que a urgência para a adoção dessas soluções reflete realidades regionais distintas no país: enquanto estados com redes historicamente saturadas exigem tecnologias de flexibilidade como condição técnica de operação, outras regiões encontram no armazenamento uma oportunidade puramente econômica impulsionada por diferenças tarifárias. Conclui-se que o desafio central não reside na ausência de tecnologia, mas na criação de um ambiente de negócios e de um arcabouço regulatório que valorizem e remunerem adequadamente esses serviços, alinhando os interesses dos agentes. A superação dos atuais impasses, através da padronização técnica e da criação de mercados locais, é fundamental não apenas para mitigar o problema atual, mas para habilitar a infraestrutura do país a absorver as próximas fronteiras tecnológicas, viabilizando a orquestração de Usinas Virtuais de Energia (VPPs) e o aproveitamento de excedentes para a produção de Hidrogênio Verde (H2V), construindo um sistema elétrico mais inteligente e eficiente para o futuro do Brasil. |