| dc.description.abstract |
Visto a crescente busca mundial por energia limpa e renovável, o Brasil se destaca por sua matriz elétrica majoritariamente renovável. Tendo em vista o destaque do litoral brasileiro no potencial eólico, esta pesquisa investiga se o país está adequadamente preparado para iniciar a geração de energia elétrica a partir da fonte eólica offshore. O estudo utiliza uma metodologia qualitativa e exploratória baseada na triangulação de dados provenientes de três vertentes principais, que englobam a legislação governamental, as publicações acadêmicas e as notícias de mídia e mercado. A análise demonstra que o país possui um expressivo potencial natural na costa marítima. De forma que a geração eólica offshore representa uma capacidade para atuar na produção e exportação de hidrogênio verde, fator que atrai o interesse de investidores internacionais. A vertente midiática evidencia uma urgência do mercado em acelerar os leilões e garantir o capital estrangeiro para evitar a perda de oportunidades globais. A vertente acadêmica alerta para a necessidade de cautela e exige a implementação rigorosa do Planejamento Espacial Marinho para mitigar impactos socioambientais e evitar conflitos territoriais que já ocorrem nos projetos em terra. O Estado atua como mediador por meio da criação de marcos regulatórios recentes, como as leis que autorizam o uso do mar e instituem o mercado de carbono, embora o processo legislativo sofra pressões políticas e tentativas de inclusão de emendas alheias ao setor sustentável. Os resultados indicam que, apesar do enorme potencial geográfico e da integração com a descarbonização industrial, o Brasil ainda não está plenamente preparado para a implementação imediata desta tecnologia. O país enfrenta gargalos estruturais e institucionais severos, que incluem a ausência de um marco regulatório consolidado, a falta de mão de obra especializada, os altos custos de capital e a inexistência de projetos-piloto operacionais. A pesquisa conclui que o avanço seguro da energia eólica offshore depende da resolução prévia de inseguranças jurídicas e da garantia de uma transição energética que seja simultaneamente viável economicamente, ecologicamente equilibrada e socialmente justa |
pt_BR |