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A presente pesquisa tem como objetivo compreender a percepção acerca do brincar
na prática pedagógica dos professores de Educação Física da Educação Infantil
atuantes na Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (RMEF), a partir das memórias
brincantes na infância. Parte-se da compreensão de que o ser professor é um sujeito
histórico, social e cultural em constante construção, cuja identidade docente é tecida
pelas vivências pessoais, profissionais e pelas experiências formativas ao longo da
vida. Assim, reconhecendo as especificidades do lócus de trabalho dos docentes,
pretende-se entender a percepção do brincar dos professores por meio da memória,
uma vez que esta é compreendida como uma via de autoformação e reflexão, capaz
de articular passado e presente, possibilitando a ressignificação da prática
pedagógica. O estudo designa-se pela abordagem qualitativa do tipo descritiva
fundamentada pela fenomenologia hermenêutica. Como instrumento de construção
de dados foi utilizado cartas escritas por 4 professores de Educação Física da
Educação Infantil da RMEF, os quais foram selecionados por meio de uma
amostragem intencional. Para análise dos dados, utilizou-se da Análise
Fenomenológica Interpretativa. Os resultados evidenciaram que o tempo do brincar
constitui uma experiência corporal sensível e significativa, por meio da qual a criança
se relaciona consigo mesma, com o outro e com o mundo. As memórias evocadas
também evidenciaram a valorização de experiências marcadas pela liberdade,
criatividade, imaginação, movimento, exploração e convivência, elementos que os
professores buscam ressignificar em suas práticas pedagógicas. Conclui-se que as
memórias brincantes da infância constituem importantes referências para a atuação
docente na Educação Infantil, contribuindo para a construção de práticas pedagógicas
mais sensíveis às experiências das crianças. |
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