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Abstract:
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Esta pesquisa analisa a série artística Business as Usual (2019), da caribenha Alberta Whittle, e investiga como suas obras interpretam o passado colonial por meio da performance de corpos femininos. Diante do ineditismo do tema, o objetivo é compreender como a artista constrói narrativas atravessadas por traumas e memórias que sobrevivem e se atualizam no presente, evidenciando a permanência do colonialismo. Metodologicamente, adota-se o conceito de conhecimento como montagem em diálogo com o método warburguiano do Bilderatlas Mnemosyne, incorporando também entrevistas da própria artista. O referencial teórico ancora-se em Aby Warburg, Etienne Samain, Georges Didi-Huberman, Hans Belting, Serguei Eisenstein e Walter Benjamin para discutir a imagem como poço de memória e anacronismo. Paralelamente, a teoria de Walter Mignolo fundamenta a crítica decolonial, sustentando que o colonialismo opera como uma estrutura invisível que perpetua durante os séculos. A análise divide-se em três eixos: a sobrevivência da Medusa (Nachleben), a recorrência dos abacaxis (Pathosformel) e a presença dos kilts (diáspora e migrações). Conclui-se que, ao aproximar esses elementos, a obra de Whittle desestabiliza a aparente normalidade do cotidiano contemporâneo, revelando como gestos e violências coloniais cruzam tempos e territórios, mantendo feridas abertas no presente. |