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Este Trabalho de Conclusão de Curso em História analisa as estratégias críticas mobilizadas pela artista Sandra Gamarra na exposição Pinacoteca Migrante, apresentada no pavilhão espanhol da Bienal de Veneza de 2024. Para o trabalho teórico-metodológico da pesquisa, foi utilizado do Campo Teórico-prático Decolonial, a partir do diálogo com as reflexões da cientista política Françoise Vergès acerca das práticas museais e das limitações dessas instituições enquanto estruturas históricas de poder colonial, para pensar as articulações de práticas decoloniais apontadas por Nelson Maldonado-Torres. As fontes analisadas compreendem três produções da artista, expostas na Bienal de 2024, “Pinacoteca Migrante”, “Extinción I” e “Racismo Ilustrado II”, além de duas entrevistas concedidas por Gamarra no ano da Bienal e textos presentes no catálogo da exposição. O objetivo é compreender de que modo a artista se apropria das estruturas e dispositivos tradicionais do museu, da história natural e da história da arte, para transformá-los em instrumentos de crítica e mobilização. O desenvolvimento da pesquisa indica que a prática artística de Gamarra evidencia as relações entre museu, colonialidade e produção de narrativas históricas, ao mesmo tempo em que aponta o potencial desses espaços para tensionar hierarquias epistêmicas e promover revisões críticas das representações culturais e históricas. |
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