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Abstract:
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A Polícia Penal no Brasil enfrenta condições de trabalho complexas, caracterizadas por ambientes hostis, longas jornadas e ambiente profissional desafiador. Essas adversidades podem afetar diretamente a saúde mental desta população. Dados globais mostram que uma parcela de policiais penais apresenta ansiedade, além de prevalência relevante de distúrbios do sono, mas os estudos focados nessa temática são limitados, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, as pesquisas sobre a saúde mental e os distúrbios do sono nessa categoria ainda são escassas. Objetivo: investigar a relação entre distúrbios do sono e sintomas de ansiedade em policiais penais no Presídio Regional de Araranguá. Métodos: Estudo observacional, transversal e com abordagem mista. Para os dados quantitativos, foram aplicadas escalas padronizadas como o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI) e o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI), além de um questionário sociodemográfico. A abordagem qualitativa foi desenvolvida por meio de entrevistas semiestruturadas, cujos dados foram analisados à luz da Análise Narrativa. Resultados: Participaram do estudo 30 policiais penais. Observou-se elevada frequência de distúrbios do sono, com 86,67% dos participantes apresentando escores do PSQI compatíveis com má qualidade do sono. Em relação à ansiedade, 62,07% apresentaram níveis normais, 27,59% ansiedade leve a moderada e 10,34% ansiedade moderada a severa, segundo o BAI. Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre qualidade do sono e níveis de ansiedade (p = 0,102). Observou-se maior frequência de sintomas ansiosos entre mulheres em relação aos homens (teste exato de Fisher = 0,016). Conclusão: Apesar da alta prevalência de distúrbios do sono, não houve associação significativa com ansiedade. Ainda assim, os achados ressaltam a importância de ações voltadas à saúde mental, especialmente entre mulheres, e de novos estudos com amostras maiores. |