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Abstract:
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Neste trabalho de Conclusão de Curso, faço relatos sobre a Retomada da Aldeia
Bugio, tendo como objetivo, a trajetória da fundação da comunidade e a sua luta
pelo direito sobre as terras invadidas pelos não indígena. Da retomada em 1979, se
formava em passos lentos a repercussão geral, e nessa luta o CIMI embarcou desde
1986 como aliado que vem lutando junto com o povo Laklãnõ. Boa parte dos sábios
da aldeia contribuíram com essa pesquisa, quando levei o conhecimento deles, o
objetivo desse registro. A forma de coleta de informação, foi realizando visitas e
comentado sobre a importância de relatar a história e o protagonismo da
comunidade. Devido o processo de retomada na terra tradicional Laklãnõ muitas de
nossas lideranças foram processadas e presas por lutar pelo nosso direito, mas
mesmo assim, teve persistência, e por este motivo e outros, houve um estudo
minucioso pelo antropólogo Walmir Pereira. Mas com as retaliações contrárias
referente a esse movimento por território, e começou a surgir através da denúncia
da FATMA (atual IMA), que mergulhou na ideia inconstitucional, o chamado Marco
Temporal. Desde então o STF. Ao analisar o caso optou por julgar como
Repercussão Geral, dando o parecer que após julgado iria valer para as outras
questões territoriais indígenas do Brasil. Lembrando que tudo isso aconteceu com o
surgimento da comunidade e a aldeia bugio. Apresento relato na minha experiência
de vida e do meu avô Alfredo Patte, dessa forma boa parte dessa pesquisa foi
escrita com base na nossa narrativa de avô e neto. Ao final faço um breve relato
sobre a minha perspectiva sobre o Marco temporal . |