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Abstract:
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Atualmente, a proteção das infraestruturas críticas cresce como uma das principais
preocupações dos Estados modernos. A digitalização de processos e a internet das coisas
agiliza e facilita o gerenciamento de serviços essenciais e, ao mesmo passo, representam uma
grande vulnerabilidade em face de ações coordenadas da criminalidade organizada com o
objetivo de desestabilizar a ordem social dos países. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é
mapear o cenário atual do Brasil na proteção das infraestruturas críticas, especialmente em
face de ações da criminalidade organizada. Para tal, utilizou-se uma revisão integrativa da
literatura recente nacional e internacional visando identificar como o tema é tratado em
diversos países, bem como as diferentes abordagens adotadas pela academia a depender do
escopo científico adotado. Os autores ligados a órgãos e entidades de proteção estatal adotam
uma posição de análise casuístico-documental retrospectiva, indicando os estados como
principais agentes no processo; ao passo que os autores dos ramos da engenharia e ciência da
computação adotam uma visão ampla e prospectiva, propondo abordagens preditivas das
vulnerabilidades por meio da utilização de novas tecnologias e com maior ênfase nos atores
privados. De todo o apurado foi possível concluir que o Brasil passou a olhar e buscar a
sistematização da proteção das infraestruturas críticas a partir de ataques de organizações
criminosas ao sistema público de transporte. Desde então, ao longo dos anos, o país avançou
na regulação da atividade, contudo, ainda carece de amadurecimento do papel estatal na
coordenação e centralização dos esforços, especialmente após os programas de
descentralização da prestação dos serviços essenciais à iniciativa privada. |