Revisão sistemática sobre a identificação e caracterização de microplásticos provenientes de embalagens de alimentos

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Revisão sistemática sobre a identificação e caracterização de microplásticos provenientes de embalagens de alimentos

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Title: Revisão sistemática sobre a identificação e caracterização de microplásticos provenientes de embalagens de alimentos
Author: Bona, Tatiana Camila Oeschler
Abstract: Nas últimas décadas, o uso excessivo de plásticos em embalagens de alimentos trouxe benefícios em termos de conservação, transporte e segurança. No entanto, evidências crescentes apontam que esses materiais podem liberar micro e nanoplásticos, especialmente em condições de aquecimento ou armazenamento prolongado, representando um potencial risco à saúde humana e ao meio ambiente. A fragmentação dos polímeros presentes nas embalagens pode resultar na contaminação dos alimentos por partículas invisíveis a olho nu, cuja toxicidade ainda não é amplamente conhecida. Com isso, torna-se necessário compreender melhor os mecanismos de liberação dessas partículas, os materiais envolvidos e os métodos analíticos disponíveis. Este trabalho tem como objetivo revisar sistematicamente a literatura científica relacionada à identificação e caracterização de microplásticos oriundos de embalagens para alimentos. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados SciELO e Scopus. Para garantir a relevância e a qualidade dos dados, foram definidos critérios de seleção baseados em palavras-chave (“microplásticos” e “embalagens de alimentos”), tipos de documento (apenas artigos de pesquisa). Após leitura e triagem, foram selecionados 53 artigos. Os resultados indicam que os microplásticos mais frequentemente associados às embalagens alimentares constituem-se de polietileno (PE), polipropileno (PP) e politereftalato de etileno (PET). As técnicas mais utilizadas para a identificação e caracterização dessas partículas incluem espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia Raman e microscopia eletrônica. Estudos recentes apontam que a migração de microplásticos para os alimentos ocorre, a temperaturas acima de 40 ºC ou em armazenamento por até 30 dias em temperatura ambiente. Fatores como tipo de polímero, tempo de contato e temperatura influenciam nesse processo. Embora ainda existam lacunas quanto aos efeitos dos microplásticos na saúde humana, pesquisas apontam potenciais riscos relacionados à ingestão, como inflamações, estresse oxidativo e bioacumulação. Verifica-se um crescimento expressivo na produção científica sobre o tema, refletindo o aumento da preocupação com a segurança dos materiais em contato com alimentos. Conclui-se que, apesar dos avanços obtidos na caracterização e detecção de microplásticos em embalagens alimentares, ainda são necessários mais estudos experimentais, avaliações toxicológicas e abordagens interdisciplinares, para que possamos entender melhor sobre os efeitos dos microplásticos em nós seres humanos. Nesse contexto, a Engenharia de Alimentos assume um papel estratégico no desenvolvimento de materiais mais seguros, na mitigação da migração de partículas plásticas e na formulação de soluções sustentáveis para proteger a saúde do consumidor e o meio ambiente.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Engenharia de Alimentos.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272474
Date: 2025-07-07


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