Tramas da cisgeneridade: uma etnografia afrotransfeminista sobre modas, rolês e políticas

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Tramas da cisgeneridade: uma etnografia afrotransfeminista sobre modas, rolês e políticas

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Title: Tramas da cisgeneridade: uma etnografia afrotransfeminista sobre modas, rolês e políticas
Author: Santos, Lino Gabriel Nascimento dos
Abstract: A fim de apontar as tramas da cisgeneridade e da branquitude, este trabalho pensa a moda como um direito, e como a estética corporal através da moda colonial foi um importante dispositivo para transformar observações e perspectivas localizadas em ?dados (e) científicos?. É essa moda que serviu como base para criar normas, códigos e leis tanto médicas quanto jurídicas sobre raças, gêneros e sexualidades e, portanto, defendo que, ainda que essas áreas pareçam habitar universos completamente distintos, a ?moda colonial? foi e continua sendo fundamental para criar e gerir políticas higienistas, fundamentalistas, supremacistas e fascistas. Com esta etnografia que se inicia em rolês e festas paulistanas, com pessoas pretas e dissidentes sexuais e de gênero ? e suas montações - e encontram o cotidiano ordinário, argumento que esses corpos são tão construídos quanto qualquer corpo cisgênero e branco e como essas pessoas passaram pela experiência de montarem-se e desmontarem-se seguindo o padrão normativo, elas não fazem só uma ?transição de gênero? ou ?tornam-se? negras, mas realizam uma transição intelectual: decolonial e transfeminista. Para tal, a tese é atravessada por dois conceitos/figurações: a do tecido não tecido (TNT) como uma composição heterogênea e condensada, e de Comunidades de Reconhecimento Partilhadas (CRPs), que dá conta dos enlaces e pertencimentos provisória e parcialmente constituídos nos encontros.Abstract: n order to highlight the plots of cisgenderism and whiteness, this work considers fashion as a right, and how body aesthetics through colonial fashion was an important device for transforming localized observations and perspectives into ?scientific data.? It is this fashion that served as the basis for creating medical and legal norms, codes, and laws on race, gender, and sexuality. Therefore, I argue that, even though these areas seem to inhabit completely different universes, ?colonial fashion? was and continues to be fundamental in creating and managing hygienist, fundamentalist, supremacist, and fascist policies. With this ethnography, which begins with outings and parties in São Paulo, with black people and sexual and gender dissidents?and their outfits?and encounters ordinary everyday life, I argue that these bodies are as constructed as any cisgender and white body and that, as these people went through the experience of putting themselves together and taking themselves apart according to the normative standard, they do not just ?transition genders? or ?become? black, but undergo an intellectual transition: decolonial and transfeminist. To this end, the thesis is permeated by two concepts/figurations: that of non-woven fabric as a heterogeneous and condensed composition, and that of Shared Recognition Communities (SRC), which accounts for the provisional and partially constituted bonds and belongings in encounters.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272463
Date: 2026


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