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Abstract:
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Este artigo analisa a evolução do pensamento gerencial na administração pública brasileira no período pós-Constituição de 1988 e suas implicações para a educação superior pública. Trata-se de um estudo qualitativo, com abordagem teórico-analítica e documental, fundamentado em revisão bibliográfica especializada e análise de marcos legais e institucionais como a CF/88, o PDRAE, o REUNI, o SINAES e a EC 95. A investigação identifica diferentes modelos de gestão pública adotados desde o período burocrático até as abordagens contemporâneas de governança democrática e valor público. Observa-se que os modelos gerenciais influenciaram diretamente a estruturação da gestão universitária, especialmente nos temas de avaliação, financiamento, desempenho e autonomia institucional. Os resultados apontam para um tensionamento permanente entre eficiência gerencial e missão pública, destacando os riscos de uma racionalidade tecnocrática e fiscalista que compromete a natureza pública da universidade. Conclui-se que a superação dos limites do gerencialismo requer um novo pacto institucional que valorize a participação, a autonomia e o compromisso social da educação superior pública. |