O agenciamento da Inclusividade Organizativa: inclusão como princípio organizativo em uma organização alternativa

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O agenciamento da Inclusividade Organizativa: inclusão como princípio organizativo em uma organização alternativa

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Title: O agenciamento da Inclusividade Organizativa: inclusão como princípio organizativo em uma organização alternativa
Author: Cardoso, Maiara Netto
Abstract: As leis que buscam garantir a inclusão de grupos minoritários nas organizações existem há algum tempo. No entanto, ainda há desafios em como a sociedade compreende o diferente, em como respeitá-lo em sua alteridade e como incluir atores nos meios organizacionais que não estão sujeitos à lógica imediatista que prioriza a ligação direta entre os meios e os fins. Como observam Vijay e Varman (2018), organizações alternativas com frequência se atentam às injustiças reproduzidas pelo sistema hegemônico, ao mesmo tempo em que promovem novas formas de organização em que as desigualdades não precisam existir. Em Estudos Organizacionais, a maior parte dos trabalhos sobre inclusão concentra-se na área de Recursos Humanos, com uma visão instrumental de como os gestores devem tomar decisões para incluir minorias (Adamson et al., 2021; Ferdman, 2017; Zanoni; Janssens, 2015). Em complemento, Dobusch (2014) apresenta que é necessário o esforço de se desenvolver um conceito de organização inclusiva que seja mais consciente de aspectos como relações de poder ou que possuam uma visão mais crítica ao ?felizes para sempre? que os estudos sobre inclusão e as próprias organizações buscam objetivar (Dobusch, 2014). Assim, esta tese teve como objetivo compreender as relações organizativas entre humanos e não-humanos na produção mediada da inclusividade organizativa, compreendida como um princípio organizativo em uma organização alternativa. Para tanto, foi utilizada a perspectiva relacional (Emirbayer, 1997; Latour, 2012) sob a lente do organizar (Latour;Czarniawska, 2012; Czarniawska, 2013), e foi desenvolvida uma pesquisa etnográfica durante um ano em uma organização alternativa aos modelos tradicionais de mercado de Florianópolis, SC. Como resultados, emergiu dessa pesquisa o conceito de inclusividade organizativa como um novo princípio organizativo, como uma forma de organizar pela qual a organização ouve todas as vozes até então negligenciadas no seu contexto. Como parte da relação mediada da inclusividade organizativa tem-se a espiritualidade, a arte, o afeto, as relações de fronteiras organizacionais, o paradoxo entre o perfeito e o real, as relações concomitantes inclusões-exclusões, e o despertar das relações. Dessa forma, esse estudo propô suma nova visão sobre inclusão nas organizações, como um princípio organizacional, que permite a reflexão das diversas relações entre humanos e não-humanos e de como os mesmos se organizam, o que pode ser aplicado a outros estudos em outros contextos de organizações.Abstract: Laws aimed at guaranteeing the inclusion of minority groups in organizations have existed for some time. However, challenges remain in how society understands difference, how to respect it in its otherness, and how to include actors in organizational settings who are not subject to the immediate logic that prioritizes the direct link between means and ends. As Vijay and Varman (2018) observe, alternative organizations often address the injustices reproduced by the hegemonic system, while simultaneously promoting new forms of organization in which inequalities do not need to exist. In Organizational Studies, most of the work on inclusion focuses on the Human Resources area, with an instrumental view of how managers should make decisions to include minorities (Adamson et al., 2021; Ferdman, 2017; Zanoni; Janssens, 2015). In addition, Dobusch (2014) argues that it is necessary to develop a concept of inclusive organization that is more aware of aspects such as power relations or that has a more critical view of the \"happily ever after\" that studies on inclusion and organizations themselves seek to achieve (Dobusch, 2014). Thus, this thesis aimed to understand the organizational relationships between humans and non-humans in the mediated production of organizational inclusivity, understood as an organizational principle in an alternative organization. To this end, the relational perspective (Emirbayer, 1997; Latour, 2012) was used under the lens of organizing (Latour; Czarniawska, 2012; Czarniawska (2013), and ethnographic research was conducted for one year in an organization alternative to traditional market models in Florianópolis, SC. As a result, the concept of organizational inclusiviness emerged from this research as a new organizational principle, as a way of organizing through which the organization listens to all voices previously neglected in its context. As part of the mediated relationship of organizational inclusiviness, there is spirituality, art, affection, organizational boundary relations, the paradox between the perfect and the real, concomitant inclusions-exclusions relationships, and the awakening of relationships. In this way, this study sought to propose a new vision of inclusion in organizations, which allows for reflection on the diverse relationships between humans and non-humans and how they organize themselves, which can be applied to other studies in other organizational contexts.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Administração, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272078
Date: 2026


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