Uma cidade policêntrica: dinâmica de subcentros e eixos comerciais em Joinville - SC

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Uma cidade policêntrica: dinâmica de subcentros e eixos comerciais em Joinville - SC

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Title: Uma cidade policêntrica: dinâmica de subcentros e eixos comerciais em Joinville - SC
Author: Silva, Leandro Henrique Borges da
Abstract: O trabalho objetivou compreender de que maneira as novas centralidades intraurbanas como subcentros e eixos comerciais estruturaram-se, especializaram-se e desenvolveram suas relações hierárquicas com o centro tradicional de Joinville. Também objetivou-se compreender quais dinâmicas espaciais explicam suas emergências e consolidação, haja vista que não há um recorte temporal específico na formação destas centralidades, pois elas se formam e se dinamizam em tempos diferentes pois estas novas centralidades intraurbanas surgiram de formas diversas, podendo vir de localidades mais antigas que depois cresceram como o Vila Nova, e de recorte temporal mais recente, como na parte leste de Joinville, que surgiu como ocupações em áreas de mangues e também desenvolveram uma centralidade imediata. Joinville é uma cidade policêntrica. A afirmação anterior está embasada no fato de que as centralidades são reconhecidas pelo próprio poder público municipal como ?Setores Especiais de Centralidade Urbana?. Este foi o ponto inicial da pesquisa, onde foi verificado se as 10 áreas reconhecidas pelo poder público de fato se configuram como centros funcionais no espaço intraurbano joinvilense. Para isso, foi analisado o rendimento médio, a demografia, a concentração de empregos e a polarização real da área, medida por meio da atratividade de deslocamentos. Além dos dados anteriores, também foram realizados levantamentos empíricos, feitos no segundo semestre de 2024, para qualificar as áreas analisadas e compreender, por meio da verificação in loco, o uso do solo e a distribuição das Atividades Centrais e das Típicas da Zona Periférica ao Centro. Os critérios morfológicos e funcionais também foram incluídos para melhor compreensão das dinâmicas existentes nas centralidades. De modo geral, as centralidades surgem como uma expansão ligada à área central ou como um conjunto de fatores interligados como a perda da centralidade única que se dá a partir de fenômenos como o processo de descentralização, a desigualdade na acessibilidade ao centro e a própria decadência ou pulverização da área central. Em Joinville, a centralidade tradicional desenvolveu-se a partir das primeiras manufaturas, que se transformaram, posteriormente, nas primeiras indústrias da cidade. Joinville manteve sua característica monocêntrica até a década de 1970, onde o processo de descentralização iniciou-se com a inauguração da Zona Industrial Norte em 1975, fazendo com que muitas indústrias deixassem a área central, que foi ocupada pelo comércio popular. A inauguração, em 1986, do Shopping Americanas Strip Center fora da área central marcou o início concreto de uma cidade policêntrica. Assim, no final do século XX e início do século XXI, a expansão das inúmeras redes e, consequentemente, o melhoramento das infraestruturas nas áreas periféricas favoreceram a instalação em áreas ?não centrais? de cadeias de lojas que compõem as atividades centrais, colaborando assim, na estruturação de novas áreas de centralidades intraurbanas em Joinville. Até a década de 1980, as pequenas empresas locais polarizavam o comércio nos bairros não centrais. Assim, com o melhoramento das infraestruturas, muitas cadeias de lojas se instalaram por meio de filiais em áreas ?periféricas?, a fim de competir com as pequenas empresas locais e dominar seus mercados consumidores. Os bairros ?não centrais? também apresentavam outros atrativos como aluguéis mais baratos, maior disponibilidade de espaços para implantação e expansão de empresas além de um considerável mercado consumidor local.Abstract: The study aimed to understand how new intra-urban centralities such as subcenters and commercial corridors were structured, specialized, and developed their hierarchical relationships with the downtown of Joinville. It also sought to examine the spatial dynamics that explain their emergence and consolidation, considering that there is no specific temporal framework for the formation of these centralities, as they emerged and became dynamic at different times. These new intra-urban centralities arose through diverse processes, including older localities that later expanded, such as Vila Nova, as well as more recent developments, such as those in the eastern part of Joinville, which originated from occupations in mangrove areas and also developed an immediate centrality. Joinville is a polycentric city. This statement is true and is supported by the fact that centralities are recognized by the municipal government itself as ?Special Urban Centrality Sectors.? This is the starting point of our research, where we verified whether the 10 areas recognized by the public authority are, in fact, configured as functional centers in Joinville?s intra-urban space. For this purpose, we analyzed demographics, average income, employment concentration, and the real polarization of the area, measured through the attractiveness of commuting flows. In addition to these data, we conducted empirical surveys in the second semester of 2024 to qualify the areas under analysis and to understand, through the land-use method, the spatial location of Central Activities and Typical Activities of the Peripheral Zone of the Center (frame). Morphological and functional criteria were also included to better understand the dynamics within the centralities. In general, centralities emerge either as an expansion connected to the central area or as a set of interrelated factors, such as the loss of a single centrality caused by phenomena like decentralization, unequal accessibility to the center, and the decline or fragmentation of the central area (core). In Joinville, the downtown (traditional centrality) developed from the first manufactories, which later became the city?s first industries. Joinville retained its monocentric character until the 1970s, when decentralization began with the inauguration of the Northern Industrial Zone in 1975, leading many industries to leave the central area, which was subsequently taken over by low-income retail. The opening of the Americanas Strip Center Shopping Mall in 1986, outside the central area, marked the concrete beginning of a polycentric city. Thus, by the late 20th and early 21st centuries, the expansion of retail networks and the improvement of infrastructure in peripheral areas favored the establishment of central activities outside the traditional core, contributing to the structuring of new intra-urban centralities in Joinville. Until the 1980s, small local businesses polarized commerce in non-central neighborhoods. However, with improved infrastructure, many retail chains opened branches in peripheral areas, seeking to compete with and eventually dominate the markets of small local businesses. Non-central neighborhoods also offered other advantages, such as lower rents, greater availability of space for the establishment and expansion of enterprises, and a considerable local consumer market.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272071
Date: 2026


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